Segunda-feira, 29 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 4 de abril de 2021
Em um pronunciamento antes da bênção de Páscoa (Urbi et Orbi) deste domingo (4), o papa Francisco pediu que as vacinas contra a covid-19 sejam compartilhadas com os países pobres.
“No espírito de um ‘internacionalismo das vacinas’, convoco toda a comunidade internacional ao compromisso de superar as desigualdades na distribuição [das doses] e a de promover a partilha [delas], especialmente às nações mais pobres”, afirmou o pontífice, na basílica de São Pedro, no Vaticano.
Ele pediu que Deus conforte os doentes, os que perderam pessoas amadas e os desempregados. Também clamou às autoridades que proporcionem às famílias necessitadas um “sustento decente”.
Em seguida, o papa orou pelos médicos e falou sobre as crianças e jovens que não podem ir à escola, por causa da pandemia. Todos devem combater a covid-19, disse.
Guerra e violência
O papa Francisco também criticou a continuidade das guerras e das disputas armamentistas mesmo durante a pandemia.
“A crise social e econômica é muito grave, especialmente para os mais pobres, e, apesar de tudo (e isso é escandaloso), os conflitos armados não cessam, e os arsenais militares são reforçados”, declarou.
“Há ainda muitas guerras e muita violência no mundo! Que Deus, que é a nossa paz, ajude-nos a superar a mentalidade da guerra.”
Francisco mencionou algumas áreas que vivem conflitos armados, como Mianmar, onde 500 manifestantes foram mortos desde o início de fevereiro. Discursou também sobre os conflitos no Iêmen e no continente africano.
Sobre a guerra entre israelenses e palestinos, o papa desejou que o poder do diálogo seja redescoberto para encontrar uma solução que traga paz e prosperidade a ambos os lados.
Sem fiéis
Pelo segundo ano seguido, o Papa Francisco faz seu pronunciamento de Páscoa sem a presença de fiéis. Por causa da pandemia, apenas poucos policiais assistiram presencialmente ao ritual.
Via-Sacra
O papa Francisco conduziu na Sexta-Feira Santa (2), a exemplo de como foi no ano passado, uma nova cerimônia de Via-Sacra sem a tradicional multidão de fiéis, na Praça São Pedro, no Vaticano.
Na cerimônia, o pontífice remontou os passos do sofrimento de Jesus antes de ser crucificado. Este ano, “as crianças e suas cruzes” estiveram no centro da cerimônia.
Crianças foram convidadas para “carregar a cruz” no cenário quase deserto no Vaticano: 14 estações foram colocadas ao redor do obelisco da praça e ao longo do caminho que leva à entrada da Basílica. Tochas no chão traçaram o caminho, formando uma grande cruz luminosa. A cada etapa do calvário, havia um desenho de uma das crianças e uma oração.
As tradicionais celebrações da Semana Santa aconteceram com pouco público e distanciamento obrigatório por causa da pandemia de covid-19, que tem sua terceira onda na Europa.
Na semana passada, o Vaticano havia confirmado que todos rituais seriam realizados de dentro dos muros da Cidade-Estado sede da Igreja Católica.
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