Quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil “Não cumpre nada”, critica Alckmin sobre repasses do governo federal. Partido está dividido

Compartilhe esta notícia:

"O Temer, eu não votei nele. O Temer é do PT. Ele era vice do PT. Quem escolheu o Temer foi o PT, não fomos nós. Eles quem escolheram o Temer como vice", disse o tucano. (Foto: EBC)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), subiu o tom e criticou, na manhã desta segunda-feira (21), o governo federal por não cumprir com os repasses previstos para as obras do Rodoanel paulista. De acordo com o tucano, a União “não cumpre nada” e, se dependesse dela, a “obra estava parada e quatro mil pessoas estariam desempregadas”.

A declaração foi dada durante a inauguração das novas instalações do Poupatempo de Guarulhos, na região metropolitana da capital paulista. Alckmin falou durante o evento sobre a previsão de enfim entregar o trecho restante do Rodoanel no primeiro semestre de 2018, e aproveitou para reclamar do baixo aporte financeiro do governo federal nas obras.

“Nós pusemos R$ 800 milhões. O governo federal colocou R$ 80 [milhões] e cancelou o orçamento de R$ 200 [milhões]. Não cumpre nada, nada. Se dependesse do governo federal, essa obra estava parada e quatro mil pessoas estariam desempregadas. Quatro mil pessoas, que é o número de pessoas trabalhando no rodoanel”, disse.

Segundo Alckmin, em 2016, a União deveria ter ajudado com quase R$ 400 milhões para a conclusão do anel viário, mas só repassou R$ 110 milhões. “E esse ano pior ainda: R$ 80 milhões e ainda anularam um empenho de R$ 200 milhões. E é uma obra para o país, porque você liga o maior aeroporto [Guarulhos] ao maior porto brasileiro [Santos]”, revelou.

Alckmin afirmou que as obras só não pararam por um “sacrifício enorme” do governo estadual. “Temos que todo dia economizar o dinheiro da população. A sociedade brasileira não tem bem noção da gravidade da situação que está”, disse, referindo-se ao rombo nas contas públicas que, conforme estimativa do Ministério da Fazenda, ficará na casa dos R$ 159 bilhões este ano. “Essa é a situação do governo federal. Essa é a herança que o Brasil recebeu de um populismo fiscal irresponsável”, completou.

O Rodoanel começou a ser construído ainda em 1998, sob a gestão do governador Mário Covas, para diminuir o fluxo de caminhões dentro das cidades. A obra foi dividida em quatro partes. Os trechos Oeste, Sul e Leste foram entregues e, agora, quase 20 anos depois, ainda falta o Norte. Quando pronto, o anel viário vai ter 180 km de extensão e interligar, ao todo, dez rodovias.

A reportagem procurou a assessoria do Palácio do Planalto para comentar as críticas do governador de São Paulo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Nota do partido

A nota em que o diretório do PSDB paulistano criticou encontro entre o senador Aécio Neves e o presidente Michel Temer abriu uma nova crise no partido. Nota emitida neste domingo pelo vereador Mario Covas Neto, presidente do diretório municipal da sigla, afirmou que a presença de Aécio em reuniões com Temer causava “desconforto e embaraços”. “Prove sua inocência, senador, e aí sim retorne ao partido”, escreveu. No texto, o vereador afirmou que o único que pode falar em nome da sigla é o presidente em exercício, o senador Tasso Jereissati.

O movimento do vereador não encontrou respaldo entre outras lideranças tucanas. Procurado, Pedro Tobias, presidente estadual da sigla, defendeu que Aécio tem o direto de participar de encontros com Temer como senador e cidadão. “Acho lamentável”, disse Tobias, sobre a nota do diretório municipal. “Aécio foi sem representar o partido, já que está afastado. Ainda não foi condenado, é senador da República”, argumentou.

José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, considerou a nota “uma coisa totalmente fora de propósito”. “Quem fala em nome do PSDB somos todos nós, qualquer coisa diferente disso é censura. O Aécio é senador por Minas e se reuniu com o presidente para tratar da Cemig”, afirmou. Ainda sobre a nota, Aníbal reiterou: “o PSDB não pode conviver com esse tipo de censura”.

Ala governista quer substituição imediata de Tasso

Cresce dentro do PSDB a pressão para uma definição ainda nesta semana sobre mudanças no comando partidário. A ala tucana ligada ao governo articula uma substituição imediata do senador Tasso Jereissati, atual presidente interino da sigla.

A solução mais rápida que está sendo discutida é o senador Aécio Neves retomar a presidência do partido e logo em seguida indicar um novo vice-presidente para exercer o comando tucano. Isso porque Aécio, que se afastou da presidência após as delações da JBS, vai continuar fora da função. (AG/AE)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Alvo de protesto, Gilmar Mendes defende semipresidencialismo como sistema de governo
Janot denuncia Romero Jucá na Operação Zelotes
Pode te interessar