Domingo, 24 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 10 de maio de 2018
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
O nó que amarra a tão comentada e necessária reforma política nunca foi desatado por um motivo: não há o interesse. Nem o empurrão das ruas, em 2013, ajudou. Os que deveriam tomar a iniciativa temem que os resultados se voltem contra seus interesses e percam poder.
Reino do desperdício
Os candidatos à Presidência da República, por enquanto, dedicam-se a obviedades. O festival de inescrupulosidades que se aproxima poderia ser substituído por debates mais consequentes. Por exemplo: o Brasil está acostumado a olhar para o imediato e jamais fazer as contas. Passados quatro anos da Copa Mundo, Brasília tem um estádio para 72 mil torcedores que está abandonado. Com o valor gasto na construção do elefante branco, daria para formar 12 mil médicos, desde a 1ª série do ensino fundamental até recebimento do diploma na faculdade.
Vontade de antecipar resultado
O Vox Populi, cujos resultados costumam divergir do Datafolha, está realizando pesquisa sobre candidaturas presidenciais. Quem contratou foi o PT.
Entradas e saídas
Além de Joaquim Barbosa, a corrida ao Planalto já teve outros meteoros. Luciano Huck lançou-se e desistiu algumas vezes. Mais Robert Rey, o doutor Rey, cirurgião plástico de Hollywood, e João Doria, engolido pelo caciquismo do PSDB.
Prestação de contas
Há expectativa de que amanhã, quando se encerrar a 22ª Conferência da União Nacional dos Legisladores Estaduais, os organizadores divulguem o total de gastos em passagens e diárias dos participantes que vieram a Gramado.
O que fazem
Parte da sessão plenária do Senado, ontem, foi dedicada ao debate sobre a votação do projeto de lei que reajusta valores pagos pela Caixa Econômica aos permissionários lotéricos pelo recebimento de boletos. Como se não houvesse assuntos mais urgentes para a população.
Na contramão
Só em Brasília não veem: um sistema tributário mais moderno poderá contribuir para elevar a arrecadação.
Contradição
Porto Alegre tem 67,8 por cento das empresas em atividade no Rio Grande do Sul. Mesmo assim, a Prefeitura chegará ao final do ano com déficit de 700 milhões de reais em dezembro. Dado colhido no site www.empresometro.com.br.
A velha burocracia
Depois de arrastar a decisão por um ano, o Ibama não resistiu à pressão e liberou ontem a dragagem do porto de Rio Grande. Havia o risco de paralisação da passagem dos navios e das exportações de produtos. Nos próximos três meses, serão retirados 3 milhões e 500 mil metros cúbicos de sedimentos do canal que conduz ao mar.
Erros acumulados
A crise dos Correios se justifica por vários motivos. Um deles: o Postalis, fundo de pensão dos funcionários, sofreu fraude de 250 milhões de reais com a compra de títulos podres da Argentina e da Venezuela. Os prejuízos da Previdência complementar foram cobertos pelo Tesouro Nacional.
Sem privacidade
O site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor alerta: “Quase todos os nossos movimentos são passíveis de rastreamento: cada compra, cada acesso, cada busca, cada rota. Além de estarmos expostos, essas informações são registradas e analisadas para nos encaixar dentro de um perfil e nos vender, como um produto, para grupos com diversos interesses. Aí que está o perigo.”
Diferença
Resposta aos que perguntam como o Japão progride, gerando tecnologia: as aulas se estendem por 7 horas durante 243 dias do ano. Aqui, sabemos como é.
Há 20 anos
A 10 de maio de 1998, o presidente Fernando Henrique Cardoso chamou de “vagabundos” os que se aposentavam com menos de 50 anos no país.
Questão de coragem
Deveriam liderar as pesquisas os candidatos que manifestassem, não só da boca para fora, o enfado e indignação com os descalabros.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os comentários estão desativados.