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Rio Grande do Sul Ao pedir o apoio da população para conter a pandemia, o governador gaúcho alertou que o Estado não voltou à normalidade

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Leite projetou que o RS poderá conviver com o vírus de forma segura até a chegada da vacina, sem sobrecarregar os hospitais.

Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini
"É possível conviver com o vírus de forma segura até a chegada da vacina", frisou Eduardo Leite. (Foto: Itamar Aguiar/Palácio Piratini)

Durante transmissão nas redes sociais, o governador gaúcho Eduardo Leite ressaltou nesta semana que o momento “não é de normalidade”. Trata-se de uma referência direta à piora em indicadores relativos à pandemia de coronavírus no Rio Grande do Sul, que nos últimos dias tem registrado um aumento no número de casos de contágio e de internações.

Ele também ressaltou a importância de que população colabore, mantendo os cuidados sanitários de prevenção à Covid:  “Temos um vírus que circula entre nós e é importante que as pessoas não se aglomerem e reduzam os contatos”.

“Não estamos pedindo que fiquem trancadas em casa, pois sabemos que é importante que as pessoas circulem, para a saúde mental e para a economia, mas que, ao circularem, ajudem seguindo os protocolos”, ressalvou. “Dessa forma, poderemos conviver com o vírus de forma segura até a chegada da vacina, sem sobrecarregar os hospitais”.

Ele ainda reforçou o apelo à população ao destacar a vitória coletiva do Rio Grande do Sul. “Estamos diante de uma situação que inspira cuidados. O vírus, como disse, circula entre nós, é uma situação de disseminação crescente, e é muito importante que tenhamos consciência. Evitar aglomerações, festas ou eventos onde não haja os cuidados devidos, para não nos colocarmos em risco, nem as pessoas que conosco convivem”, destacou.

O Rio Grande do Sul apresenta uma das menores taxas de letalidade por coronavírus – 57,1 óbitos a cada 100 mil habitantes, enquanto a taxa do Brasil é de 80,5. Para comparação, a taxa mais alta, do Distrito Federal, é de 128,2, e a mais baixa, de Minas Gerais, 46,2.

Além disso, o Estado também apresenta o menor excesso proporcional de óbitos do país: 3%. O excesso de óbitos identifica o diferencial do número de óbitos por causas naturais durante a pandemia em comparação com os óbitos esperados para o mesmo período. O excesso de óbitos mais alto, de 61%, foi encontrado no Amazonas.

Para reforçar a necessidade de colaboração e de cumprimento aos protocolos e às regras sanitárias, foi lançada, na semana passada, a campanha publicitária #TeCuidaRS, com material em TV, rádio e internet. Com a proximidade da temporada de veraneio, o governo estadual informou que a campanha será reforçada em outdoors localizados nas estradas que levam aos litorais Norte e Sul.

Distanciamento controlado

Em vigor desde a terça-feira (24), o mapa definitivo da 29ª rodada do sistema de distanciamento controlado ampliou de sete para oito o número de regiões do Rio Grande do Sul sob bandeira vermelha (alto risco para coronavírus) nesta semana. Já as demais 13 áreas gaúchas estão na cor laranja (risco médio).

O Gabinete de Crise do Palácio havia deferido cinco pedidos de reconsideração encaminhados por prefeituras e associações locais. Os recursos das regiões Covid de Santa Maria, Guaíba, Caxias do Sul, Porto Alegre e Lajeado foram acatados. Por isso, permanecem em bandeira laranja nesta semana.

Por outro lado, a equipe técnica optou por rejeitar os pedidos das regiões de Novo Hamburgo, Passo Fundo e Uruguaiana. Essas três áreas se somam a Capão da Canoa, Ijuí, Canoas, Palmeira das Missões e Erechim, que não enviaram pedidos de reconsideração. Das oito regiões em vermelho, apenas Uruguaiana não aderiu ao sistema de cogestão.

(Marcello Campos)

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