Sábado, 27 de Fevereiro de 2021

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Mundo Não haverá perda de vacinas da AstraZeneca após incêndio, diz o chefe do Instituto Serum

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O Instituto Serum é o maior fabricante de vacinas do planeta. (Foto: Reprodução de vídeo)

Um incêndio grande atingiu nesta quinta-feira (21) o complexo amplo do Instituto Serum da Índia (SII), o maior fabricante mundial de vacinas, mas o chefe do instituto disse que a produção de imunizantes contra a covid-19 não foi atingida e que não haverá perda de doses da vacina da AstraZeneca por causa do incidente.

Vídeos e fotos mostraram fumaça negra emanando de um edifício cinza do complexo gigantesco que sedia o SII em dezenas de hectares na cidade de Pune, no Oeste indiano.

“Obrigado a todos por sua preocupação e suas orações”, disse o presidente-executivo do SII, Adar Poonawalla, no Twitter.

Ele também afirmou que o instituto tem vários prédios que abrigam a produção de vacinas para lidar com contingências.

Cinco pessoas morreram no incêndio, segundo o “Times of India”. O prefeito da cidade de Pune, Murlidhar Mohol, disse que os mortos são provavelmente trabalhadores de construção civil que estavam no prédio.

A empresa também vai começar a produzir as vacinas desenvolvidas pela empresa norte-americana Novavax.

Poonawalla afirmou que a unidade que pegou fogo produz vacinas para o rotavírus. Ele estima que a perda nessa linha de produção será de até 40% do volume de doses.

O SII está produzindo cerca de 50 milhões de doses de uma vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca por mês em outras instalações do complexo.

O corpo de bombeiros disse que ao menos cinco caminhões foram enviados para combater as chamas no edifício, que uma fonte descreveu como uma “planta de vacina em construção”.

Muitos países de renda baixa e média dependem da entrega das vacinas do SII para enfrentarem a epidemia.

A vacina da AstraZeneca já está sendo usada na Índia, e também foi enviada a países como Bangladesh, Nepal, Maldivas e Butão.

O Instituto Serum é o maior fabricante de vacinas do planeta. Lá são produzidas 1,5 bilhão de doses para várias doenças, de poliomielite a caxumba. A estimativa é que seis em cada dez crianças no mundo recebam pelo menos uma vacina fabricada pela empresa indiana.

Nesta semana, a Índia começou a exportar as vacinas produzidas pelo Instituto Serum para seis países, mas não para o Brasil.

Autorização da exportação

O governo da Índia autorizou as exportações comerciais das vacinas de Oxford produzidas no Instituto Serum, e o Brasil deve receber 2 milhões de doses na tarde desta sexta-feira (22).

“A carga vinda da Índia será transportada em voo comercial da companhia Emirates ao aeroporto de Guarulhos e, após os trâmites alfandegários, seguirá em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro”, detalhou o Ministério da Saúde em nota.

Até o momento, a Índia havia apenas enviado remessas de vacinas gratuitas a países vizinhos. Agora, liberou as comerciais, e Brasil e Marrocos são os primeiros beneficiados.

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