Quinta-feira, 03 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de julho de 2016
O último painel da tarde desta quinta-feira (14), em Canela, do Fórum Os Caminhos do Rio Grande, uma realização da Rede Pampa de Comunicação, inserida no projeto RS Sustentável, conta com a participação de Nelson Lídio Nunes, diretor-presidente da EGR; Thiago Vitorello, diretor-presidente da CONCEPA e Humberto Busnello, presidente do Conselho Superior da Agenda 2020. O patrocínio do evento é da EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), Secretaria dos Transportes e Governo do Estado.
A abertura foi realizada pelo Secretário de Transportes Pedro Westphalen, representando o governador do Estado José Ivo Sartori. Na sequência explanou Pedro Henrique de Figueiredo, Conselheiro do TCE no primeiro painel da tarde.

Foto: Jackson Ciceri / O Sul
Em seguida, sob a mediação do jornalista Armando Burd, da Rede Pampa, Nelson Lídio Nunes abordou o histórico da EGR com suas principais ações. Hoje a empresa administra 892 quilômetros de estradas pedageadas, por onde circulam 40 milhões veículos ano.
Com uma receita bruta de 218 milhões de reais e 172 milhões de receita líquida, a empresa investiu, em 2015, 880 milhões de reais e a previsão é de investir 100 milhões em 2016. São 70 empregados concursados e administra contratos com empresas terceirizadas que representam 1.350 funcionários. Um dos objetivos da empresa é a qualificação das estradas com resultado. “Compramos soluções com rodovia não metro quadrado”, afirma.
Triunfo CONCEPA

Foto: Jackson Ciceri / O Sul
Na palestra seguinte, o diretor-presidente da CONCEPA, Thiago Vitorello fez um retrospecto de um dos cases da empresa, a concessão da FreeWay em 1997, que se estende até o próximo ano. Hoje são três praças pedageadas, de Osório a Porto Alegre e de Porto Alegre a Guaíba, por onde circundam oito municípios que representam 20% da população do Estado. Cerca de 87% do PIB gaúcho circulam por rodovias. O índice de acidentabilidade da FreeWay caiu 37% e o de mortalidade 57% entre 2000 a 2015. Já na quarta faixa, apenas no último verão houve redução de 26% na quantidade de acidentes, se comparado com a temporada anterior. “São vidas, negócios e planejamento”, destaca Vitorello. Além disso ele mencionou os investimentos no trecho como tela anti-ofuscante, barreiras, divisórias, iluminações entre outros diferenciais.
A FreeWay hoje já recebeu diversas premiações do setor, uma delas foi o de Mídia Digital pelo prêmio Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial). “A concessionária tem obrigação de fazer fiscalização, de oferecer soluções”. A empresa investe 0,25% de sua receita em pesquisas, por exemplo. A mais recente agraciação na Transposul 2016 ocorreu ontem, com o destaque como Empresa Transportadora da Vida. Segundo Vitorello, “não existe modelo certo, podem ser PPPs, vários mecanismos de concessões, mas o que importa é que o nosso Rio Grande é muito grande. Precisa muito de desenvolvimento e o desenvolvimento passa por nossas rodovias”.
Agenda 2020

Foto: Jackson Ciceri / O Sul
Humberto Busnello, presidente do Conselho Superior da Agenda 2020, começou o painel afirmando que a Agenda é um movimento da sociedade. “Sustentável, técnico, independente, colaborativo, apartidário, organizado, articulador, propositivo, transparente e estratégico”. Segundo ele todos os dados da empresa são acessíveis aos mil voluntários de vários segmentos representando 14 mapas estratégicos do Estado. Ele apresentou um relatório do Banco Mundial de junho de 2016 com foco no índice de performance e logística, que aponta o Brasil no 55º lugar no mundo. “Isso mostra que estamos muito longe de competir com as economias de primeiro mundo”.
Ele abordou a qualidade da malha rodoviária do RS posicionada no ranking do setor em 21º lugar. Associando a necessidade de mudanças. “O Estado é uma empresa que gera nossos recursos”. Abordou as recomendações da Agenda 2020 para o futuro, entre eles a diminuição do custo logístico e investimentos em trechos prioritários. “Não vejo outra solução se não chamar a iniciativa privada”. Chamou a atenção para a posição da sociedade que ele pontua como cada cidadão respondendo como se fosse iniciativa privada e poder público. E deixou com isso uma pergunta no ar: “Nós como iniciativa privada compramos o que quisemos. Como poder público, compramos saúde, educação, segurança e infraestrutura. Vocês estão satisfeitos com o produto que o poder público entrega?”.
Após a palestra, o público formado por cerca de 200 pessoas entre convidados e lideranças setoriais elaborou perguntas e tirou suas dúvidas sobre o tema proposto.
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