Terça-feira, 29 de setembro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Neste ano, produção industrial cresceu 3%, diz o IBGE. Em 12 meses, resultado é positivo em 2,4%

Compartilhe esta notícia:

Indústrias trabalham no limite da capacidade e pressionam inflação. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Com o aumento da demanda, boa parte das indústrias do País opera hoje quase com sua força máxima, o que acendeu um alerta entre especialistas sobre a capacidade de a economia brasileira crescer sem gerar inflação. Em setembro, segundo a pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação da Fundação Getulio Vargas (FGV), a capacidade de produção da indústria bateu 83,4%. Esse é o mesmo nível atingido em julho deste ano – houve um ligeiro recuo em agosto – e a maior marca desde maio de 2011 (83,6%).

A capacidade de produção de uma indústria nada mais é do que a quantidade de equipamentos, pessoas e outros recursos necessários para fabricar um determinado produto. Se a demanda for maior que a capacidade da empresa, os preços podem subir.

No jargão dos economistas, o movimento é chamado de “hiato do produto positivo”. Esse foi um dos argumentos apontados na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para iniciar o ciclo de alta dos juros básicos da economia. Segundo dados divulgados pelo IBGE na terça-feira, a inflação de setembro foi de 0,44% – em 12 meses, o índice está em 4,42%, próximo do teto da meta perseguida pelo BC, de 4,50%.

Na opinião de Stéfano Pacini, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV responsável pela sondagem sobre a capacidade da indústria, o elevado nível de uso das fábricas seria mais preocupante se o Banco Central não tivesse começado a subir juros para desarmar as expectativas de reajustes de preços. Na última reunião do Copom, a taxa básica de juros subiu de 10,50% para 10,75% ao ano. E a perspectiva é de alta.

Outro ponto de atenção que emergiu nos últimos meses foi nível de estoques. No mês passado, o estoque estava enxuto, na média da indústria. O indicador da FGV encerrou setembro em 97,1 pontos. Abaixo de 100 pontos, o índice aponta volume menor que o desejado e acima de 100 pontos mostra que há sobra de produtos nos depósitos das fábricas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já chamou a atenção para essa questão, admitindo que o País pode ter dificuldade de continuar a crescer sem que a inflação suba. “Se não aumentar nossa capacidade instalada, vai chegar o momento em que teremos dificuldade de crescer sem inflação”, disse, no início de setembro, após a divulgação do PIB do segundo trimestre – que cresceu 1,4%. “Algumas indústrias ainda estão com muita margem para crescer a produção, mas isso não diz respeito à economia como um todo.”

Ao longo de 2024, a produção industrial cresceu 3%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado de 12 meses, o resultado é positivo em 2,4%.

Em alta

Com fábrica no Brasil desde 2011, a empresa suíça SIG, que produz embalagens cartonadas e flexíveis para a indústria láctea e de sucos, nunca havia atingido 92% da capacidade de produção. No entanto, essa marca foi alcançada neste ano na fábrica de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

O ritmo de produção das embalagens que a empresa fabrica, normalmente, é mais fraco entre janeiro e junho. Neste ano, porém, o desempenho tem sido diferente. No primeiro semestre, a produção da companhia cresceu dois dígitos em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o diretor de Operações da América do Sul, Fernando Kawata. A previsão é fechar 2024 mantendo esse ritmo de crescimento.

Para dar conta da forte demanda de seus clientes, prevista para continuar em 2025, a unidade de Campo Largo recebeu investimentos de 12 milhões de euros. Os recursos são voltados para ampliar em 14% a capacidade de produção. Entre os clientes estão companhias como Nestlé, Quatá, Tirol e Britvic (dona da Maguary).

Com a nova linha de produção, a capacidade da fábrica passa de 5 bilhões de embalagens ao ano para 5,7 bilhões. Na contas de Kawata, com a expansão o uso da capacidade da fábrica cairá para 85%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Lula fala em comprar “alguns aviões” após problema com aeronave presidencial no México
Porto Alegre terá unidades de saúde abertas neste fim de semana
Pode te interessar