Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de maio de 2019
O presidente venezuelano Nicolás Maduro convocou as Forças Armadas para que fiquem a postos para defender o país de um eventual ataque dos Estados Unidos. A medida ocorre em meio a mobilizações convocadas pela oposição, liderada por Juan Guaidó, em direção a bases militares.
Acompanhado pelo alto comando e milhares de soldados, Maduro pediu que eles “estejam prontos para defender o país com armas na mão, se o império norte-americano ousar tocar essa terra”. “União, coesão, disciplina, obediência, subordinação e fundamental para a Constituição, o país, a revolução e o comandante-em-chefe legítimo!”, afirmou o presidente a cerca de 5.000 soldados, cadetes em sua maioria.
Antes do discurso, transmitido por rádio e televisão estatais, Maduro dirigiu um veículo militar em uma grande esplanada onde funciona uma base de treinamento das Forças Armadas, em El Pao, no estado de Cojedes (noroeste).
Depois de um fracassado levante liderado por Guaidó na terça-feira (30), o presidente reiterou o seu apelo à lealdade, e exigiu que os militares fiquem de “olho aberto quanto a traidores e a quinta coluna”. “Os generais e almirantes foram informados ontem: lealdade, eu quero uma lealdade ativa (…) Eu confio em você, mas olho aberto, um punhado de traidores não podem manchar a honra, unidade, coesão e imagem do Exército”, afirmou Maduro.
“Eles mantêm uma guerra de caráter não convencional para enfraquecer o país e uma conspiração com muito dinheiro para destruir e dividir a Força Armada Nacional Bolivariana de dentro, com um grupo de golpistas traidores”, afirmou o chefe de Estado.
Opositores convocados pelo presidente autoproclamado da Venezuela, Juan Guaidó, marcharam no sábado (4) em direção aos principais quartéis do país para exigir que as Forças Armadas deixem de apoiar o presidente Nicolás Maduro.
Os manifestantes tentaram fazer uma proclamação pedindo aos militares que apoiem um governo de transição liderado por Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países.
No geral, a manifestação oposicionista deste sábado ocorreu de modo contido, pacífico e tenso. A capital estava tomada por agentes da polícia, do Exército e da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) que amedrontaram muitos cidadãos que haviam saído ou pensado em sair de casa para protestar.
O líder da oposição, que liderou o levante junto com outro nome importante do movimento, Leopoldo López, libertado pelos insurgentes de sua prisão domiciliar e atualmente refugiado na embaixada espanhola, em Caracas, enfatizou a natureza pacífica das manifestações.
Os distúrbios de terça-feira e os protestos contra Maduro na quarta-feira deixaram quatro civis mortos, 200 feridos e 205 detidos, segundo a Anistia Internacional.
Juan Guaidó garantiu na sexta-feira que o presidente Maduro submete os principais comandantes militares ao teste do polígrafo para confirmar sua lealdade. “Não há confiança” dentro do governo socialista, apesar das habituais manifestações de lealdade da cúpula militar, afirmou ainda.
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