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Mundo Níveis de radiação aumentam em Chernobyl após captura da usina por russos

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Uma foto tirada em 13 de abril de 2021 mostra a gigantesca cúpula protetora construída sobre o sarcófago que cobre o quarto reator destruído da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia.

Foto: Reprodução
Uma foto tirada em 13 de abril de 2021 mostra a gigantesca cúpula protetora construída sobre o sarcófago que cobre o quarto reator destruído da Usina Nuclear de Chernobyl, na Ucrânia. (Foto: Reprodução)

A agência nuclear da Ucrânia e o Ministério do Interior afirmaram nesta sexta-feira (25) que registraram um aumento nos níveis de radiação do local da extinta usina nuclear de Chernobyl.

Especialistas da agência nuclear estatal não forneceram níveis exatos de radiação, mas disseram que a mudança se deve ao movimento de equipamentos militares pesados na área, levantando poeira radioativa no ar.

“A radiação começa a aumentar. Não é crítico para Kiev por enquanto, mas estamos monitorando”, afirmou o Ministério do Interior.

Já o Ministério da Defesa da Rússia disse em comunicado nesta sexta-feira que seus paraquedistas assumiram o controle do território ao redor de Chernobyl, no norte da Ucrânia, e estavam trabalhando com guardas ucranianos para garantir a segurança de suas instalações, contradizendo as alegações ucranianas de que as forças russas estavam refém do pessoal da fábrica.

“O nível de radiação ao redor da usina nuclear está dentro dos limites”, disse o major-general Igor Konashenkov, porta-voz do ministério, em comunicado. “A equipe da usina continua atendendo suas instalações e monitorando a radioatividade.”

Nesta quinta-feira, a Ucrânia anunciou que as forças russas tomaram a usina nuclear de Chernobyl após uma batalha “feroz” no primeiro dia da ofensiva russa contra o país vizinho, que fez parte da extinta União Soviética. O local, ainda radioativo, foi palco do pior acidente nuclear do mundo em 1986, e fica cerca de 100 quilômetros da capital Kiev.

“Depois de uma batalha feroz, perdemos o controle de Chernobyl”, afirmou o conselheiro-chefe do Gabinete da Presidência, Mikhailo Podoliak, acrescentando que “esta é uma das maiores ameaças à Europa atualmente”.

A informação foi confirmada pelo primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal. O jornal inglês The Guardian publicou um vídeo que mostra veículos militares não identificados circulando próximo à usina nuclear em Chernobyl nesta quinta-feira.

Apesar do ataque russo à Chernobyl, as quatro usinas nucleares ativas da Ucrânia estão funcionando com segurança e não houve “destruição” de instalações em Chernobyl, disse a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), citando o regulador nuclear ucraniano.

O órgão de vigilância nuclear das Nações Unidas afirmou ainda que está acompanhando “a situação com grande preocupação” e pediu “moderação máxima para evitar qualquer ação que coloque em risco as instalações nucleares do país”.

“É de vital importância que as operações nesta área não sejam afetadas ou interrompidas de forma alguma”, insistiu o diretor-geral da agência, Rafael Grossi.

A Casa Branca disse que está indignada com relatos de reféns nas instalações de Chernobyl, mas a informação não foi confirmada pelas autoridades ucranianas até o momento.

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