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Brasil é signatário da Resolução 2396 da ONU. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Além das fronteiras terrestres abertas, agora o desafio é aéreo. Mais uma dúvida sobre a capacidade do governo brasileiro para honrar a Resolução 2396 do Conselho de Segurança da ONU, de combate internacional ao terrorismo, da qual o País é signatário com o decreto 9.457 assinado pelo presidente Michel Temer no dia 2.

O parágrafo 11 do capítulo 7 da Carta das Nações Unidas traz, em suma, uma missão que envolve as empresas aéreas e autoridades de inteligência do Executivo federal: o acesso das autoridades a um sistema de informações com listas de passageiros de todos os voos nacionais e internacionais. O governo não respondeu se há essa interface.

Monitoramento

“Estados-membros devem exigir às companhias que proporcionem às autoridades nacionais competentes informação antecipada sobre os passageiros”, diz o texto.

Vai-e-vém

As assessorias do Palácio do Planalto, do Gabinete de Segurança Institucional e do Itamaraty empurraram as demandas entre eles e não responderam.

Indiferença

Em 2016, o governo começou a pagar o adicional de fronteiras para agentes da PF (Polícia Federal), mas nem o dinheiro anima os poucos policiais e delegados que são transferidos.

Mais Déficit

Presidente da Fenapef, Luis Boudens alerta que os mil policiais que atuam na região fronteiriça dos Estados não estão, necessariamente, nos postos de fronteira.

Risco ou alívio?

O risco para Michel Temer com as prorrogações sucessivas do inquérito na PF sobre a Rodrimar: ele adentrar janeiro com um camburão na porta. Ou o alívio: a Polícia Federal prorroga a investigação porque até agora não encontrou provas que o liguem à empresa. É o mesmo caso do senador Renan Calheiros (MDB-AL) na Operação Lava-Jato. Sem as provas, o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou o inquérito.

Saldo

Presenteado com a decisão do governo aliado do Ceará que desapropriou um terreno seu em Caucaia, no valor de R$ 13 milhões, o deputado Vicente Arruda (PR) corre contra o tempo. Em um mês, já tentou três ações junto ao TJ (Tribunal de Justiça) local para desbloquear a bolada. Mas ele deve na praça. O TJ segura porque pediu manifestação do MP (Ministério Público).

Gestão é necessária

Em tempos de tantos maus exemplos em gestão pública (e também em grandes empresas, em alguns casos), o Encontro Brasileiro de Administração é pertinente. Inovação, reinvenção da gestão, novos padrões de produtividade e foco em tempos de incerteza estão em debate na 26ª edição do evento do CFA (Conselho Federal de Administração), no Rio de Janeiro. As palestras são transmitidas no site www.cfaplay.org.br.

Navegar é preciso

Na principal mesa do debate, ontem, o diretor da Câmara de Gestão Profissional do CFA, Mauro Kreuz, discursou sobre “A Reinvenção da Administração: Navegando no Caos”. O presidente da sessão foi o secretário estadual de Educação Wagner Victer, engenheiro e também formado em administração.

Voando alto…

Neste ano, devem entrar no mercado brasileiro pelo menos 70 novas aeronaves agrícolas, a maioria norte-americanas, levantou para a Coluna o sindicato nacional das empresas do setor, que realiza sua feira no interior paulista.

… E baixo

A texana Air Tractor (maior fabricante mundial de aviões agrícolas) fechou no Brasil a venda de 50 novos aviões turboélices, mais potentes e que podem carregar entre 2 mil e 3,1 mil litros de produto sobre as plantações.

Olho no “zap”

O aplicativo WhatsApp fez tanto sucesso que as operadoras correm para se associar, de olho no mercado e na demanda. A telefônica TIM fechou contrato para utilização da ferramenta WhatsApp Business, que permite às empresas interagir com seus clientes.

Interação

Hoje, mais de 1,5 bilhão de pessoas em mais de 180 países usam o WhatsApp. A TIM prevê que, até 2020, o número de interações digitais ultrapasse a marca de 80% dos contatos feitos nos canais de relacionamento.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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