Quinta-feira, 11 de junho de 2026

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Armando Burd NO CENÁRIO DE INSEGURANÇA

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O reduzido contingente policial à noite e os presídios lotados animam os criminosos em Porto Alegre. O modelo da destruição de ônibus e lotações veio do Rio de Janeiro para apavorar a população, que retorna às suas casas após um dia de trabalho.
O Estado com orçamento de 63 bilhões e 400 milhões de reais, ontem aprovado pela Assembleia Legislativa, não consegue garantir a segurança pública. No valor inclui-se o aumento de alíquotas do ICMS a partir de janeiro. Cabe aos gestores o anúncio com clareza do necessário para combater a violência organizada e dar o mínimo de tranquilidade a quem paga impostos. É o  ponto de partida para um debate que não pode mais ser adiado.
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Na manhã desta quarta-feira (dia 2), o placar eletrônico www.jurometro.com.br registra 486 bilhões de reais. Passará dos 500 bilhões até o dia 31. É o que o governo federal paga para sustentar sua dívida de mais de 2 trilhões. Portanto, os juros vão superar a soma dos orçamentos dos Ministérios da Saúde e da Educação. Sem o controle das despesas e o consequente endividamento, a transferência de parte da renda nacional para os bancos vai continuar.
O orçamento do Rio Grande do Sul no próximo ano prevê 3 bilhões e 500 milhões de reais para amortizar e pagar juros de sua dívida total, que passou dos 50 bilhões de reais.
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Em meio às dificuldades do governo federal, soma-se mais uma: a Standard & Poor’s, principal agência internacional de classificação de risco de crédito, está de volta. Há dois meses, rebaixou a nota do País, de grau de investimento para o nível de aplicação especulativa.
O temor de novo rebaixamento tem motivos: a prisão do presidente do Senado, Delcídio do Amaral; o cai-não-cai do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha; o  crescimento da inflação; a fragilidade do Executivo no Congresso e o déficit primário das contas. No País que precisa retomar investimentos para gerar empregos, nada poderá ser pior.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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