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Mundo No Reino Unido, o primeiro dia de relaxamento das medidas de confinamento teve transporte coletivo lotado

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Policial viaja de metrô na hora do rush nesta quarta-feira: primeiro dia de relaxamento das medidas. (Foto: Isabel Infantes/AFP)

No primeiro dia de relaxamento das medidas de confinamento contra o coronavírus no Reino Unido, grande parte dos trabalhadores, especialmente os dos setores de construção civil e manufatura, voltou à rotina na capital. Mas, segundo informações da BBC News, os trens continuam operando com menos da metade da capacidade normal desde o início da semana, o que fez com que nesta quarta-feira (13) fossem registradas imagens de transportes coletivos lotados em diversos pontos de Londres. O primeiro-ministro Boris Johnson, cujo plano de desconfinamento tem sido duramente criticado, fez um apelo aos britânicos para evitarem horários de pico.

Ao canal de TV Sky News, Mick Cash, secretário-geral do Sindicato dos Transportes da RMT, disse que os funcionários do transporte público estão preocupados com a aglomeração e que os serviços talvez precisem ser interrompidos “para manter as pessoas seguras”.

Temos administrado serviços de trem e ônibus ao longo desta crise e enfrentamos problemas com serviços muito reduzidos. Nossos membros estão muito preocupados com a forma como os passageiros estão se reunindo nos trens e nos ônibus e com o impacto que isso terá”, disse Cash em entrevista ao programa matinal Breakfast, da BBC.

Apesar das recomendações do governo britânico para que as pessoas evitem o transporte coletivo, muitas delas não têm outra opção de deslocamento. Segundo a BBC, passageiros em Londres disseram na manhã desta quarta-feira que o distanciamento social era “quase impossível” os usuários de transporte coletivo devem ficar separados por 2 metros e usar máscaras faciais, de acordo com as diretrizes do governo. “É quase impossível a distância social no metrô”, disse Matt Hickson à BBC.

De acordo com ele, um inspetor de obras de rua de 47 anos, “menos de 10% dos passageiros” estavam usando máscaras no metrô de Londres.

Pelas novas regras, é permitido encontrar um amigo no parque (desde que permaneçam a dois metros de distância), praticar exercícios (que não impliquem contato físico, como golfe e tênis) e fazer longas viagens de carro (embora não esteja claro se as fronteiras do país estarão abertas). Trabalhadores que não podem atuar remotamente também estão sendo encorajados a retomar as atividades. A economia do país contraiu cerca de 2% no primeiro trimestre devido ao impacto econômico da pandemia do novo coronavírus. Trata-se do retrocesso mais significativo desde o quarto trimestre de 2008.

O Reino Unido é o segundo país com mais mortes por Covid-19, 32.692 desde o início da pandemia, segundo o Ministério da Saúde. Mas o saldo real pode ser muito maior, uma vez que o Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) contabilizou entre 21 de março e 1º de maio 36.473 casos em que a certidão de óbito indicava essa doença como uma provável causa de morte.

Por outro lado, há uma redução de infecções e mortes diárias e de internações hospitalares, o que, somado ao alto custo econômico do confinamento imposto em 23 de março, fez com que o primeiro-ministro Boris Johnson decidisse flexibilizar as medidas restritivas, antes do desconfinamento, em 1º de junho.

Nessa data, espera-se a abertura de escolas primárias e lojas e, a partir de julho, estabelecimentos públicos, como restaurantes e cabeleireiros, poderão fazê-lo. Mas as medidas de flexibilização, que a oposição denunciou como “confusas” e “contraditórias”, só se aplicam à Inglaterra. As regiões semiautônomas da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte decidem por sua própria retirada e rejeitam o plano de Boris. As informações são do jornal O Globo e de agências internacionais de notícias.

 

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