Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de outubro de 2018
O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, escreveu no Twitter no início da manhã deste sábado (6) que é preciso “pegar pesado” no combate ao crime. Bolsonaro tem priorizado a campanha nas redes sociais neste final de primeiro turno. A eleição está marcada para este domingo (7).
“É preciso pegar pesado no combate ao crime para que o marginal entenda que suas ações não sairão impunes, e que é ele que deve ceder. A sociedade precisa de uma resposta! E nós daremos!”, escreveu o candidato.
As frases foram postadas em formato de imagem, ao lado de uma foto de Bolsonaro. Acima, no post, ele afirmou: “Vamos agir.”
Bolsonaro também disse que há inversão de valores no País quando o assunto é segurança pública.
“Quando entenderão que não é a vítima de latrocínio que morre por conta de um celular, mas o bandido covarde que mata por isso? Chega de inversão de valores!”, argumentou.
Ministérios
O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, afirmou na sexta-feira (5) que um eventual governo dele terá “no máximo” 15 ministérios.
Atualmente existem 29 ministérios. Bolsonaro não disse quais pastas cortará, embora já tenha dito que unificará algumas, entre as quais Agricultura e Meio Ambiente, além de Fazenda e Planejamento.
A declaração sobre o número de ministérios foi dada durante uma transmissão ao vivo no Facebook ao lado dos filhos Eduardo e Flávio Bolsonaro, além do general Augusto Heleno, e de uma intérprete de Libras.
“Nós temos tudo para ganhar no primeiro turno e ganharíamos três semanas para montar um ministério enxuto, com no máximo 15 ministros, que possa representar os interesses da população, não de partidos”, acrescentou.
O primeiro turno da eleição está marcado para este domingo (7) e o segundo, para 28 de outubro.
Durante a transmissão de sexta-feira, Bolsonaro afirmou que “desconfia” estar “bem à frente”. Por isso, acrescentou, é preciso “evitar” o segundo turno entre ele e Haddad porque o PT, na opinião do candidato, “tem muito mais munição, dinheiro e poder de fogo”.
“Nós desconfiamos do voto eletrônico. Vamos acatar qualquer resultado, não há dúvida que vamos acatar. Mas logicamente que não temos forma de fazer auditoria”, afirmou.
Na semana passada, Bolsonaro disse que não respeitará o resultado da eleição se ele não for eleito. Depois, em entrevista ao jornal “O Globo”, disse que quis dizer que não telefonará para Fernando Haddad se perder para o petista.
Numa outra transmissão no Facebook, nesta semana, afirmou que respeitará o resultado, mas desconfia da “lisura” do processo e por isso não telefonará para Haddad se perder.
Respeito ao resultado
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já testou as urnas, e a presidente da Corte, Rosa Weber, tem declarado que contestar o equipamento é uma crítica “desconectada da realidade”.
Na semana passada, o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, divulgou uma nota pedindo às forças políticas que assumam o compromisso de respeitar o resultado da eleição.
Também na semana passada, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, disse acreditar que “ninguém se arriscará” a “desafiar” a democracia.
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