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Mundo Nos Estados Unidos, enfermeiros pararam uma carreata que criticava a quarentena

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Em um dos vídeos, um enfermeiro aparece de braços cruzados em frente a um carro. (Foto: Reprodução)

Uma imagem durante um protesto nos Estados Unidos chamou a atenção dos internautas nas redes sociais. No último domingo (19), manifestantes fizeram uma carreata em Denver, no Colorado, pedindo o fim do isolamento social. No entanto, o percurso foi bloqueado por enfermeiros em um “contra-protesto”.

De acordo com o New York Post, dois funcionários com máscaras N95 foram vistos bloqueando a passagem dos motoristas. “Eles estavam bloqueando as ruas até a força policial chegar”, disse ao jornal o fotojornalista Alyson McClaran, que registrou o momento.

Em um dos vídeos que viralizou nas rede sociais, um enfermeiro aparece de braços cruzados em frente a um carro. No veículo, uma mulher com uma camisa da bandeira americana se pendura na janela e grita com o profissional da saúde.

“Vá para a China se você quiser o comunismo”, diz ela, com um alto som de buzina. “Você pode ir trabalhar, por que não posso ir trabalhar?” a mulher pergunta. Os trabalhadores não pareciam responder.

Ainda segundo o New York Post, centenas de manifestantes participaram da carreata contra o isolamento social em Denver. Muitos agitavam bandeiras americanas e exibiam cartazes com os dizeres: “acabem com o vírus, não a economia” e “precisamos de estabilidade para nos manter saudáveis”.

Remoção de eventos de protestos

O Facebook passou a remover posts chamando a protestos contra a quarentena, segundo a imprensa dos Estados Unidos. A remoção das publicações envolve chamamentos para manifestações que burlem as normas de distanciamento social exigidas por governadores para controlar o coronavírus.

Segundo a rede de televisão norte-americana CNN, já foram removidos posts chamando para protestos contra a quarentena em Estados como New Jersey, Califórnia e Nebraska. A rede social também está conversando com governadores de Nova York, Wisconsin, Ohio e Pennsylvania para determinar se protestos contra a quarentena nessas localidades também quebrariam regras sanitárias.

Todas as publicações removidas feriam as normas de distanciamento social – mesma atitude tomada na remoção de posts de políticos como Jair Bolsonaro (sem partido) pelas redes.

“A não ser que os governos proíbam os eventos no momento, nós permitimos que ele fique no Facebook. Mas organizadores não podem chamar para reuniões que quebrem as indicações de saúde e eles não podem desencorajar as precauções contra o coronavírus”, afirmou um porta-voz da rede social ao site The Verge.

À CNN, o Facebook apontou que vai derrubar eventos que encorajam violar as regras de distanciamento social, mas pode deixar outros posts na rede social, incluindo grupos, sobre os protestos.

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