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Mundo Nos Estados Unidos, presidenciável não descarta uso de tortura pela CIA se conseguir chegar à Casa Branca

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Jeb Bush disse acreditar que práticas são inadequadas, mas não fez declaração definitiva. (Foto: Reprodução)

O pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Jeb Bush disse acreditar que as práticas de tortura são inadequadas, mas não descartou o uso delas pelo governo em algumas circunstâncias, se ele conseguir chegar à Casa Branca. Durante um discurso a republicanos em Iowa, quando perguntado se iria revogar a ordem de Barack Obama que proíbe as técnicas pela CIA (a agência de inteligência dos EUA), Bush respondeu vagamente. “Eu não quero fazer uma declaração definitiva, absoluta”, disse Bush.

Métodos de tortura como simulação de afogamento, golpes, nudez, privação do sono, humilhação, entre outros, foram usados para coagir suspeitos de terrorismo da Al Qaeda, mesmo as práticas sendo proibidas contra prisioneiros de guerra. Segundo relatório do Senado norte-americano divulgado em 2014, citando registros da CIA, as técnicas usadas pela agência de inteligência eram mais brutais do que tinha sido divulgado anteriormente. O documento apontou que o órgão havia mentido.

Para Jeb Bush, as práticas foram eficazes nas operações de inteligência, mas ele ressaltou que “agora estamos em um ambiente diferente”. O republicano também sugeriu que há algumas ocasiões nas quais algumas técnicas controversas foram usadas para manter o país mais seguro. “Por causa disso não defendo [o uso da tortura] em todas as situações, em todos os cenários.”

Técnicas

Depois do evento, Bush afirmou que há diferenças entre técnicas de interrogatório e tortura, mas sem especificar quais são. O republicano vem traçando um caminho cuidadoso, tentando dissociar sua imagem a do seu impopular irmão, George W. Bush, mas ao mesmo tempo o elogiando. (AG)

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