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Rio Grande do Sul Nova pesquisa da Fecomércio traça perfil dos salões de beleza no RS

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Segmento tem predomínio de pequenos negócios e combinação de desafios com otimismo. (Foto: Terdag Media)

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) realizou nova edição do estudo intitulado “Sondagem de Salões de Beleza”, atualizando o perfil básico do segmento em aspectos como estrutura dos estabelecimentos, gestão, situação financeira, estratégias e expectativas. Foram ouvidos 385  empresários em todo o Estado, de 13 a 29 de julho.

O estudo mostra um amplo predomínio (62,9%) de profissionais autônomos e microempresas individuais (MEI), tendo como serviços mais frequentes os de cabeleireiro (62,1%), manicure e pedicure (51,7%). Também aponta longevidade e equipes enxutas: cerca de 68% estão em atividade há mais de cinco anos e 59,1% possuem até três pessoas trabalhando.

Nesse cenário, a atração de clientes aparece entre os principais desafios dos negócios, apontada por 26% dos empresários. A indicação continua sendo o principal canal de captação de clientes, utilizada por 59,5% dos estabelecimentos, enquanto as redes sociais ocupam a segunda posição.

Apesar disso, 40,5% afirmam que as redes sociais geram poucos clientes. Dentre as principais dificuldades para conquistar novos consumidores, destacam-se a falta de divulgação (26,8%) e a concorrência (20,5%).

A dificuldade de ampliar a clientela se soma à pressão sobre as margens. Embora parte dos estabelecimentos consiga gerar alguma folga financeira, 14,3% apenas empatam as receitas e despesas e 5,7% operam com prejuízo. Somente 18,7% afirmam ter recursos sobrando para investir e crescer.

Esse cenário é agravado pela percepção de um consumidor mais sensível ao preço: a perda de poder de compra dos clientes é o principal desafio externo, citada por 31,2% dos empresários. Os resultados também apontam espaço para uma gestão mais estruturada dos negócios.

Quase 43% dos estabelecimentos não possuem plano de metas ou planejamento estratégico e 7,3% não realizam controle financeiro formal. A formação de preços também merece atenção: embora 66% considerem os custos e adicionem uma margem de lucro, 66,2% atualizam os preços apenas uma vez por ano, 13,8% somente quando há aumento de custos e 6,8% raramente ou nunca.

Otimismo

Apesar dos desafios, o empresário olha para o futuro com mais otimismo do que para o desempenho recente. Nos últimos seis meses, 43,4% classificaram as vendas como regulares e 11,9% como ruins, enquanto 45,7% afirmaram que os resultados das vendas ficaram abaixo das expectativas.

Para os próximos seis meses, porém, 71,9% esperam melhora nas vendas, sendo 34,8% esperando que melhore muito e 37,1% que melhore um pouco. Além disso, 53,0% pretendem investir no negócio.

Esse cenário de confiança, no entanto, vem acompanhado de uma agenda de adaptação para os estabelecimentos. A pesquisa mostra que 34,8% ainda não sabem quais adaptações serão necessárias em razão da Reforma Tributária.

Outros 13,5% já sabem quais mudanças serão necessárias, mas ainda não começaram a implementá-las, enquanto 22,9% estão realizando as adaptações e apenas 28,8% afirmam já ter realizado todas as adequações necessárias até o momento.

Os resultados mostram, assim, um setor que enfrenta dificuldades no presente, mas mantém confiança no futuro. Para transformar esse otimismo em crescimento, os empresários terão de conciliar a busca por clientes e melhores margens com o fortalecimento da gestão e a preparação para as mudanças que impactam os negócios.

“A pesquisa mostra um setor que enfrenta desafios importantes, especialmente na atração de clientes, na pressão sobre as margens e na necessidade de aprimorar a gestão”, afirma o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. “Ao mesmo tempo, os empresários mantêm expectativas positivas para os próximos meses e demonstram disposição para investir. Esse cenário reforça a importância de fortalecer a gestão dos negócios, buscar novas formas de atrair e fidelizar clientes e estar preparado para as mudanças que impactam o setor, como a Reforma Tributária.”

(Marcello Campos)

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