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Brasil Nova sentença de Lula pode sair na semana que vem

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A defesa de Lula contestava uma perícia autorizada pelo então juiz Sérgio Moro. (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O juiz federal Luiz Antonio Bonat, que sucedeu Sérgio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba, poderá dar a sentença sobre o caso do apartamento alugado pelo ex-presidente Lula em São Bernardo do Campo na semana que vem. O imóvel é investigado como eventual propina da Odebrecht ao petista.

Em despacho proferido nesta última terça-feira (02), o magistrado deu 5 dias para que o Ministério Público Federal se manifeste sobre um pedido feito pela defesa em relação ao caso. Após isso, Bonat poderá condenar ou absolver Lula em mais esse processo da Operação Lava-Jato.

Léo Pinheiro

A defesa de Lula da Silva voltou a desconsiderar a veracidade da fala de Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, em carta ao jornal Folha de S.Paulo. No comunicado ao veículo, o empreiteiro reiterou que não foi coagido para incriminar Lula. Acusações de Pinheiro foi uma das bases para que o petista fosse condenado no processo do tríplex, que o levou à prisão.

“Na prisão, Pinheiro fabricou uma versão para incriminar Lula em troca de benefícios negociados com procuradores”, comentou Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, em nota. Desde o interrogatório do empreiteiro em 2017, a defesa sustenta que ele mentiu para prejudicar o ex-presidente. Os defensores sustentam que Pinheiro sofreu pressões para dar uma versão dos fatos contra Lula.

Visita

O candidato peronista à Presidência da Argentina, Alberto Fernández, foi visitar o ex-presidente Lula em Curitiba nesta quinta-feira (03). Fernandéz tem como vice em sua chapa a senadora Cristina Kirchner, ex-presidente do país e aliada dos governos brasileiros do PT.

O encontro de Fernández com Lula deu início a agenda de compromissos internacionais do presidenciável. Segundo o jornal argentino La Nación, será uma viagem-relâmpago ao ex-presidente brasileiro, que está preso desde 2018 em Curitiba. O kirchnerismo sempre foi muito próximo dos governos de Lula e de Dilma Rousseff. Alberto Fernandéz integrou o governo de Néstor Kirchner, entre 2003 e 2008, como chefe de gabinete.

Cristina Kirchner lançou-se candidata a vice-presidente porque responde à Justiça argentina como ré em casos de corrupção. Sua candidatura tenta agradar aos diferentes segmentos do peronismo e atrair o eleitorado que não se identifica com Maurício Macri, atual presidente do país.

Macri busca sua reeleição neste final de mandato marcado pelo aprofundamento da crise econômica. Recentemente, o atual presidente anunciou como seu vice Miguel Ángel Pichetto, que também é peronista, como meio de ampliar sua votação.

O resultado da eleição presidencial na Argentina ressoará no Brasil. Em visita recente ao país vizinho, o presidente Jair Bolsonaro, recomendou aos argentinos que votem “com menos emoção” porque a “América do Sul está preocupada”. “Não queremos novas Venezuelas na região”, afirmou o brasileiro.

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