Terça-feira, 18 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 20 de novembro de 2017
O delegado Fernando Segóvia assumiu oficialmente nesta segunda-feira (20) o posto de diretor-geral da PF (Polícia Federal) em uma solenidade de transmissão de cargo realizada na sede do Ministério da Justiça, em Brasília. Ao discursar na cerimônia, o novo diretor-geral afirmou que o combate à corrupção continuará sendo “prioritário” no trabalho da corporação.
Segóvia também disse que trabalhará em harmonia com o Ministério Público no período em que estiver à frente da PF. Nos últimos anos, PF e MP protagonizaram diversos episódios de disputa. “Buscaremos o combate incansável à corrupção no Brasil, que continuará a ser agenda prioritária na Polícia Federal, tendo como premissa a continuidade de operações especiais, tais como Lava-Jato, Cui Bono, Cadeia Velha, Lama Asfáltica e tantas outras em andamento nos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal e nas varas da Justiça Federal Brasil afora”, declarou Segóvia ao assumir oficialmente o comando da corporação.
O presidente Michel Temer, que indicou Segóvia para o comando da PF, participou da cerimônia. Também prestigiaram a solenidade o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.
Há 22 anos na PF, Segóvia foi nomeado para o cargo de diretor-geral da corporação no dia 8 de novembro. Ele substituiu o delegado Leandro Daiello, que comandou a PF ao longo de seis anos e dez meses, período no qual foi deflagrada a Operação Lava-Jato.
Apesar de ter assumido oficialmente o comando da PF nesta segunda-feira, Segóvia já havia sido empossado no cargo administrativamente no dia 10. Desde então, ele passou a montar sua equipe, trocando peças-chave da gestão do antecessor. Daiello pediu aposentadoria da PF um dia após ser destituído da chefia da corporação. A aposentadoria dele foi publicada na edição desta segunda-feira do Diário Oficial da União.
Antes de assumir o cargo mais alto da PF, Segóvia pertenceu a um grupamento de elite da corporação, o COT (Comando de Operações Táticas). Ele também já atuou como superintendente da PF no Maranhão, adido policial na África do Sul e coordenador, pela PF, da Campanha do Desarmamento.
Daiello
Se aposentando da carreira de delegado, Daiello falou dos sacrifícios necessários aos policiais. “A carreira de policial não é fácil, não lhe garante uma vida fácil”, disse Daiello, lembrando, por exemplo, do afastamento da família.
“Para vencer cada batalha, todos nós tivemos que abrir mão de muitas coisas das nossas vidas pessoais. O que me faz agradecer hoje não só a minha família, mas a família de cada um dos nossos colegas, pelo estímulo, pelo carinho, por tudo que fizeram para garantir que continuássemos em frente. A carreira de policial não é uma carreira fácil, não lhe garante uma vida fácil, mas é um privilégio”, discursou o agora ex-diretor-geral da PF. Daiello é o segundo diretor-geral que mais tempo permaneceu no cargo, atrás apenas de Moacyr Coelho (11 anos, entre 1974 e 1985).
Temer
O presidente Michel Temer, que indicou Segóvia para o comando da PF, não discursou durante o evento. Depois de deixar a solenidade, Temer publicou uma mensagem no Twitter desejando “sucesso” ao novo diretor-geral. “Ao doutor Fernando Segóvia, desejo sucesso nessa função que agora assume. Com a capacidade de trabalho e o preparo profissional, estou certo de que teremos uma Polícia Federal cada vez mais forte”, afirmou.
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