Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de dezembro de 2015
Escolhido novo relator do processo que investiga o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Marcos Rogério (PDT-RO) afirmou nesta quarta-feira (09) que irá recomendar a continuidade das investigações para averiguar a suposta quebra de decoro parlamentar. O pedetista foi indicado para substituir o deputado Fausto Pinato (PRB-SP) na relatoria do caso.
O novo relator disse que vai defender a continuidade do processo e ressaltou que não temer recurso por “antecipação de julgamento”. Na visão de Rogério, as investigações sobre o presidente da Câmara devem prosseguir porque a representação apresentada contra o peemedebista cumpre “requisitos formais”. “Na admissibilidade só são abordadas questões formais: a legitimidade do autor da representação e se o fato citado é tipificado como quebra de decoro parlamentar. Não se deve entrar no mérito. Eu disse minha posição sobre a admissibilidade, não sobre o mérito”, enfatizou.
Rogério afirmou ainda que, para ele, a tarefa para qual foi designado não é apenas “um pepino, e sim a salada inteira”. O parlamentar do PDT destacou que, na relatoria do caso, agirá com “cautela” para evitar “esperneio” de aliados do peemedebista.
Desde a instauração do processo por quebra de decoro parlamentar, deputados próximos de Cunha tentam inviabilizar as sessões do Conselho de Ética com uma série de manobras.
Nesta quarta-feira, na sexta tentativa do colegiado de analisar o parecer preliminar que recomendava a continuidade do processo de Cunha, o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) – investigado pela Operação Lava Jato e alvo de pedido de cassação – determinou a substituição de Pinato.
“Não é um pepino, é a salada inteira. Bom, primeiro eu estou administrando a notícia. Eu acabei de tomar conhecimento. Ele conversou comigo à tarde e disse que faria o anúncio. Em princípio farei análise, para preparar texto sucinto”, disse Rogério.
“O tema foi amplamente discutindo no Conselho. Eu até tenho minha posição com relação a esse aspecto. Eu estou querendo evitar dar armas para esperneio. Esse processo exige muita cautela em afirmações”, completou o novo relator. (G1)
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