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Brasil O aeroporto de Brasília voltou a ficar sem combustível para reabastecimento dos aviões

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Paralisação dos voos foi global devido a crise do coronavírus (Foto: Agência Brasil)

O Aeroporto Internacional JK (Juscelino Kubitschek), em Brasília, está novamente com as reservas de querosene de aviação esgotadas, devido à greve nacional dos caminhoneiros. A informação foi confirmada nesse domingo pela Inframérica, concessionária que administra o terminal.

Os dez caminhões que haviam abastecido a unidade no dia anterior (graças às escoltas que a Polícia Militar vêm fazendo) permitiram que as reservas chegassem a apenas 12,5% do necessário e, sem novas entregas nas últimas horas, o querosene acabou no meio da tarde.

Apesar de os cancelamentos terem caído de forma significativa nesse domingo, o JK continuou aceitando apenas o pouso de aeronaves que tivessem como seguir viagem sem utilizar o combustível do aeroporto da capital federal.

Se no sábado foram 58 voos cancelados, no domingo o registro apontava para apenas três. Ao todo, foram 132 voos cancelados nos últimos dias por causa da paralisação dos caminhoneiros, que nesta segunda-feira completa uma semana.

Por meio de comunicados oficiais distribuídos ao longo do dia, as companhias aéreas informaram que os passageiros podem alterar os voos sem a cobrança de taxa de remarcação e das diferenças tarifárias da passagem para nova data, sem multas, de acordo com a disponibilidade.

Mesmo assim, a recomendação das empresas segmento continua sendo de que os passageiros verifiquem a situação de seus voos antes de se dirigirem ao aeroporto.

Preso no hotel

Apesar da redução dos cancelamentos, a situação de alguns passageiros continua bastante complicado. É o caso, por exemplo, do engenheiro Ewerton Melo, 37 anos, hospedado desde a sexta-feira em um hotel da cidade pela companhia aérea Latam.

Ele mora em Aracaju (SE) e havia seguido a trabalho para Manaus. Na volta, por falta de combustível, teve que fazer uma conexão em Brasília. Ele chegou a conseguiu a remarcação da viagem, mas foi avisado de que o novo voo também tem possibilidades de cancelamento.

“Soma-se a isso tudo a falta de informação”, lamentou. “Foram dez horas de espera na fila para alocarem a gente no hotel. Eu passei mais de 40 minutos tentando remarcar por telefone ou pela internet, mas nada funcionou.

Sabendo desse transtorno, não deveriam deixar sair do ponto de origem. Remarcaram para esta segunda-feira ao meio-dia, mas com a falta de combustível, nao dá para saber se vai ter o voo mesmo.”

De acordo com a Inframerica, o Aeroporto KJ recebe diariamente uma média de 20 caminhões-tanque com o produto. No entanto, desde a última terça-feira (segundo dia e paralisação nacional), apenas 20 caminhões chegaram ao terminal.

A defasagem nas entregas, até o momento, é estimada em aproximadamente 85%. A unidade de Brasília aguarda a liberação do restante dos caminhões bloqueados no protesto de motoristas para a regularização das operações aéreas.

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