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Notícias O agronegócio impulsiona os demais setores da economia gaúcha

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11ª edição da Semana Arrozeira. (Foto: Flávio Burin/Divulgação)

Os impactos do agronegócio em outros setores da economia foi tema de estudo apresentado pelo economista chefe da Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), Antônio da Luz, na 11ª edição da Semana Arrozeira, promovida pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete, que ocorreu no CTG Aconchego dos Caranchos, no município da Fronteira Oeste. O especialista apresentou dados que mostram como a agricultura está relacionada com outros setores industriais, de serviços, entre outros.

Inicialmente, o economista traçou um paralelo de como a agricultura era vista há mais de 30 anos e como é atualmente, com a incorporação da tecnologia aplicada no campo. Lembrou que, antigamente, regiões onde a principal matriz econômica vinha do campo eram reconhecidas como locais de pobreza e atraso. Entretanto, a situação se reverteu nos últimos anos. “Quantas indústrias que nós conhecemos têm a tecnologia de uma fazenda? Estamos vivendo um novo momento da economia. Não é por acaso que o setor que mais adquire estas tecnologias é o agronegócio”, salientou.

E esta tecnologia, conforme da Luz, está embarcada na própria produção, principalmente nas sementes, que já levam a agregação de valor, tão cobrada por especialistas na hora de aumentar as exportações. “Tratamos valor agregado como algo perceptível quando na verdade não é. Quando exportamos nossos produtos estamos exportando as máquinas, os fertilizantes, os agroquímicos, as sementes, a biotecnologia e a pesquisa, não na sua forma física, mas na sua forma de valor”, explicou.

Apresentando dados levantados entre 2002 e 2015, o economista chefe da Farsul mostrou a relação da agropecuária do Rio Grande do Sul na influência da economia gaúcha. Reforçou que mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado vem do agronegócio. Na Fronteira Oeste, por exemplo, o crescimento no período da agropecuária é de quase 40%, enquanto a indústria é de cerca de 19% e os serviços, puxados pela produção agrícola e pecuária, é de 66%. “Quando se vende uma máquina, um fertilizante, se presta uma consultoria, ou se faz um financiamento bancário, tem participação da agricultura. Todos estes segmentos são do setor de serviços, mas são influenciados pela agropecuária”, destacou, acrescentando que 64% do PIB regional na Fronteira Oeste é oriundo do agronegócio.

Presidente da Associação de Arrozeiros de Uruguaiana, Roberto Ghigino, que foi o debatedor na palestra da noite, afirmou que é necessário também incentivar a diversificação na agropecuária da região da Fronteira Oeste, especialmente com a entrada da soja e do leite como alternativas para os produtores. “Temos que incentivar as agroindústrias na nossa região para promover a diversificação. Precisamos incentivar também a integração lavoura e pecuária”, pontuou.

 

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