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Brasil O Banco Central adiantou que, a partir do seu Relatório Trimestral de Inflação de dezembro, publicará sistematicamente apenas um cenário para a inflação

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Segundo a autoridade monetária, esse procedimento é usual na experiência internacional de bancos centrais. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O Banco Central (BC) adiantou nessa quinta-feira (24) que, a partir do seu Relatório Trimestral de Inflação de dezembro, publicará sistematicamente apenas um cenário para a inflação, utilizando a taxa Selic (básica de juros) da pesquisa Focus e taxa de câmbio seguindo trajetória de acordo com a teoria da paridade do poder de compra.

“Esse será o único cenário a ser publicado de forma sistemática pelo BCB”, disse a autarquia, defendendo que a iniciativa ocorre em meio a seu esforço para aumentar a efetividade de comunicação com a sociedade, tornando-a mais clara e relevante.

“A publicação, como regra, de apenas um cenário central de projeções de inflação evita sobrecarregar os documentos de divulgação do Copom com comparação mecânica de cenários”, acrescentou o BC.

Segundo a autoridade monetária, esse procedimento é usual na experiência internacional de bancos centrais e “permitirá aprofundar o foco na análise econômica das projeções, tornando o documento mais simples e efetivo”.

Ainda que essa passe a ser a diretriz geral, o BC não excluiu a possibilidade de publicar cenários alternativos, considerando outras hipóteses para o câmbio e outras variáveis relevantes.

No relatório dessa quinta, o BC publicou suas projeções centrais para o IPCA em quatro cenários diferentes: com Selic e câmbio constantes; Selic e câmbio Focus; Selic Focus e câmbio constante e Selic constante e câmbio Focus.

Em um box sobre a paridade do poder de compra no relatório, o BC afirmou que embora a trajetória de taxa de câmbio constante tenha como qualidade a simplicidade e a consonância com evidências que apontam para as dificuldades em se prever essa variável, ela não considera os potenciais efeitos do diferencial entre as inflações doméstica e externa sobre o câmbio – algo contemplado na teoria da paridade do poder de compra (PPC).

“Dado que a inflação no Brasil tende a ser superior à externa, a adoção de hipótese de trajetória de câmbio de acordo com a PPC evitaria a utilização de trajetória de apreciação real do câmbio, apreciação essa que eventualmente levaria a uma subestimação das projeções de inflação”, disse o BC.

“O Copom decidiu que passará a utilizar cenário em que a taxa de câmbio evolui segundo a PPC, em substituição aos cenários de trajetória de câmbio constante”, complementou.

O diferencial de inflação considerado será a diferença, a cada ano, entre a meta para a inflação no Brasil e a inflação externa de longo prazo, considerada como de 2% ao ano, descrita pelo BC como em linha com a meta para a inflação da maioria dos países desenvolvidos.

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