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Brasil O Brasil antecipou o cumprimento da meta de redução de carbono

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Relatório especial também alertou para um possível "apartheid climático" criado pelo aquecimento global, criticando a ineficácia das políticas atuais. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Brasil antecipou o cumprimento de meta voluntária de redução de emissão de carbono na Amazônia e Cerrado, prevista para 2020. O gás é um dos responsáveis pelo efeito estufa. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9) durante reunião do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, com a participação do presidente Michel Temer.

Em 2017, a diminuição do desmatamento nos dois biomas permitiu reduzir as emissões de dióxido de carbono em 610 milhões de toneladas na Amazônia e 170 milhões de toneladas no Cerrado.

A meta voluntária a ser alcançada pelo Brasil em 2020 era de uma redução de emissões de 564 milhões de toneladas de dióxido de carbono na Amazônia e de 104 milhões de toneladas no Cerrado.

Essa meta foi assumida voluntariamente pelo Brasil em 2010, junto à Convenção de Mudança do Clima, segundo explicou o Secretário de Mudança do Clima e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Thiago Mendes: “O que o Brasil se comprometeu em 2010 foi com a redução do desmatamento com base nessas reduções de emissão de toneladas de CO² equivalentes”, explicou.

“Enquanto o mundo questiona se é possível ter a qualidade ambiental e o crescimento econômico, o Brasil apresenta que é possível reduzir as emissões e, de fato, ter desenvolvimento econômico”, acrescentou Thiago Mendes.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, além da redução do desmatamento, os principais fatores que permitiram antecipar o cumprimento da meta foram a gestão de áreas protegida e o Cadastro Ambiental Rural.

Durante a apresentação dos dados, o presidente Temer assinou documento solicitando que o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima elabore uma proposta detalhando as ações necessárias para que o Brasil atinja a meta de zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa a partir de 2060.

A proposta deverá ser entregue em quatro meses, baseada em estudos e debates entre os diversos setores da sociedade civil, do terceiro setor e da academia.

Em discurso, Temer disse que a questão ambiental ganhou grande relevância nas últimas décadas e ressaltou que isso mostra a compreensão de governos e da sociedade de que “a preservação do meio ambiente é a preservação da vida”.

Alerta de desmatamento e monitoramento por satélite

Em ação preventiva, Ibama alerta proprietários rurais sobre desmatamento. Inicialmente, o novo modelo de fiscalização ambiental é aplicado na Amazônia.

As áreas com maior risco de desmatamento ilegal são monitoradas em tempo real por imagens de satélite. Os proprietários são identificados e recebem alertas do Ibama para não desmatar. A punição em caso de descumprimento da determinação será imediata.

O monitoramento é preventivo. O sistema comunica aos proprietários rurais antes mesmo que eventuais derrubadas da vegetação nativa ocorram em áreas já consideradas de risco.

Os primeiros alertas começaram a ser enviados em maio deste ano. Além da proibição, a fiscalização também informa sobre a obrigação de que qualquer tipo de corte na vegetação deve ser previamente autorizado pelo órgão ambiental do Estado.

O Ibama vai enviar mais de 25 mil alertas a proprietários rurais em 59 municípios dos Estados da Amazônia legal com base na análise das imagens. A previsão é que o trabalho seja concluído no fim deste mês. A divulgação dos resultados está prevista para novembro. O sistema de monitoramento poderá também ser implementado em outros biomas do Brasil.

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