Sexta-feira, 14 de Agosto de 2020

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Brasil O Brasil atua para desfazer “opiniões distorcidas” sobre a Amazônia e os índios, diz Bolsonaro

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Sob Bolsonaro, o Brasil tem sido duramente criticado na proteção da Amazônia. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (2) durante reunião do Mercosul que seu governo atua para desfazer “opiniões distorcidas” sobre o país em temas como proteção da Amazônia e índios, e fez um apelo para que os presidentes dos países do bloco sul-americano instruam negociadores a finalizar os textos para a assinatura do acordo de livre comércio com a UE (União Europeia) ainda neste semestre.

“Os históricos acordos selados em 2019 com a União Europeia e a Associação Europeia evidenciam que estamos no caminho certo. Apelo a todos os presidentes para que, como eu mesmo fiz, instruam os seus negociadores a fecharem os textos. Atuemos com o firme propósito para deixá-los prontos para assinatura neste semestre”, disse.

“Ao mesmo tempo, nosso governo dará prosseguimento ao diálogo, com diferentes interlocutores, para desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil e expor as ações que temos tomado em favor da proteção da floresta amazônica e do bem-estar das populações indígenas”, completou ele, durante reunião virtual do Mercosul.

Sob Bolsonaro, o Brasil tem sido duramente criticado na proteção da Amazônia e no cuidado com a população indígena.

O presidente disse que quer levar adiante negociações em aberto para eventuais acordos do Mercosul com o Canadá, a Coreia do Sul, Cingapura e o Líbano, expandir acordos vigentes com Israel e a Índia e abrir novas frentes na Ásia. “Temos todo interesse de buscar tratativas com países da América Central”, mencionou.

Em seu discurso, Bolsonaro elogiou a presidência temporária do bloco exercida por Mario Abdo, presidente do Paraguai, por ter feito a reestruturação interna do Mercosul.

Alfinetadas

Bolsonaro aproveitou para provocar o argentino Alberto Fernández, seu desafeto desde a campanha presidencial na Argentina, devido à proximidade com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele criticou o governo do venezuelano Nicolás Maduro — reconhecido por Fernández como presidente da Venezuela — e lamentou que Jeanine Áñez, que assumiu a Presidência da Bolívia com o apoio do governo brasileiro, após a renúncia de Evo Morales, não tenha participado ativamente dos trabalhos realizados pelo Mercosul nos últimos seis meses. A Bolívia é membro associado do Mercosul, e Morales está exilado na Argentina, que não reconhece o governo de Áñez.

“Estamos na expectativa de que [a Venezuela] retome o quanto antes o caminho da liberdade. E lamento que o governo de Jeanine Áñez não pôde participar dos trabalhos ao longo do semestre”, declarou Bolsonaro, na primeira vez em que participou de uma reunião com o presidente argentino.

Em mais uma alfinetada em Fernández e usando um tom menos conciliador do que o líder argentino, Bolsonaro defendeu a revisão da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, usada no comércio com mercados que não fazem parte do bloco. Enquanto o Brasil conta com o apoio do Paraguai e do Uruguai ao buscar a abertura dos mercados por meio da redução das alíquotas de importação, a Argentina pede cautela, alegando estar preocupada em proteger suas indústria.

“A reestruturação interna e a reforma da TEC são medidas indispensáveis para consolidar o Mercosul como fonte de prosperidade para nossos povos”, afirmou.

Bolsonaro afirmou que tem como prioridade dar mais eficiência ao Estado e tornar a economia brasileira mais dinâmica. Lembrou que conseguiu aprovar, no ano passado, a reforma da Previdência e destacou que seu objetivo é melhorar o ambiente de negócios e atrair mais investimentos.

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