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Mundo O Canadá convida transgêneros a se alistarem em seu Exército após Donald Trump ter proibido transgêneros nas Forças Armadas dos Estados Unidos

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Convite estava junto a foto da Banda da Marinha Real Canadense desfilando no Dia do Orgulho Gay. (Foto: Reprodução)

Pouco depois do anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que proibirá o ingresso de transgêneros nas forças armadas de seu país, os militares canadenses responderam abrindo suas portas para “todas as orientações sexuais”.

“Damos as boas-vindas aos canadenses de todas as orientações sexuais e identidades de gênero. Junte-se a nós!”, declarou a conta oficial da Forças Armadas canadense no Twitter.

O texto estava acompanhado de uma foto da Banda da Marinha Real Canadense desfilando em uma das comemorações do Dia do Orgulho Gay, em Toronto, o maior de seu gênero realizado no continente americano.O tuíte das Forças Armadas do Canadá também tem um link para um site onde informava as oportunidades de trabalho e profissionais no Exércitos do país.

Estima-se que aproximadamente 200 pessoas nas Forças Armadas do Canadá são transexuais. Segundo dados informados na quarta-feira, o Departamento de Defesa do Canadá pagou entre 2008 e 2015 um total de 19 operações de mudança de sexo com um custo total de 309 mil dólares canadenses (cerca de US$ 250 mil).

Trump anunciou que decidiu não permitir que os transexuais atuem nas Forças Armadas do país, sem explicar quando a proibição entrará em vigor e revertendo a abertura adotada no ano passado pelo ex-presidente Barack Obama.

O republicano anunciou a mudança pelo Twitter e disse que, após ter consultado generais e especialistas, decidiu não “aceitar nem permitir” que os transgêneros sirvam nas Forças Armadas.

O Pentágono havia revogado a proibição de que pessoas abertamente transgêneros prestassem serviços militares no ano passado, sob a administração do democrata Barack Obama. O plano era permitir que o alistamento começasse esse ano, desde que a transição tivesse sido feita há pelo menos 18 meses.

No mês passado, o secretário de Defesa, Jim Mattis, estendeu o prazo para o início do alistamento por seis meses, de 30 de junho de 2017 para 1º de janeiro de 2018.

Durante este período seriam revisados os planos de adesão dos transsexuais e o possível “impacto” na preparação “e poder letal” das forças armadas, detalhou então o Pentágono.

Esse adiamento não afetava os transsexuais que já se encontram servindo as forças armadas e cujo futuro é incerto com a decisão anunciada hoje por Trump, que não detalhou em seus tweets quando e como se aplicará essa proibição.

No ano passado, citando um estudo da think tank RAND Corporation o então secretário de Defesa Ash Carter afirmou que pelo menos 2,5 mil transgêneros ocupam postos nas Forças Armadas americanas e outros 1,5 mil são membros da reserva.

Direitos

A questão dos direitos dos transgêneros se tornou, em 2016, o centro de uma controvérsia sobre a adoção de regulação para cada Estado a respeito do uso de banheiros públicos comuns.

Já em fevereiro o governo Trump enfrentou protestos pela decisão de suspender uma norma adotada pela administração Obama, que incentivava as escolas públicas a permitir que os alunos usassem o banheiro correspondente a sua identidade de gênero.

O mais famoso militar transgênero nos EUA é a ex-analista de Inteligência Chelsea Manning, que passou sete anos na prisão por vazar milhares de documentos sigilosos das Forças Armadas ao site WikiLeaks.

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