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Mundo O Departamento de Defesa dos Estados Unidos confirmou a escolha da Microsoft para armazenamento em “nuvem”

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Rival Amazon reclama de suposta interferência por parte do presidente Donald Trump e da intervenção da justiça americana. (Foto: Reprodução)

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos manteve sua decisão de assinar um contrato no valor de US$ 10 bilhões para armazenamento de dados na ‘nuvem’ com a Microsoft, apesar das acusações da rival Amazon de favoritismo por parte do presidente Donald Trump e da intervenção da justiça americana.

O Pentágono “completou sua reavaliação das propostas para o contrato de Infraestrutura de Defesa Empresarial Conjunta (JEDI) e determinou que a Microsoft segue sendo a melhor e mais barata opção para o governo”, informou o órgão em comunicado publicado na sexta-feira (4).

Após a publicação da conclusão dos estudos da licitação, no ano passado, a Amazon, inicialmente vista como a favorita, questionou a escolha pela rival Microsoft.

A gigante do varejo na internet e de tecnologia acusa em particular o presidente Trump de ter influenciado na decisão devido a seu ódio pessoal contra Jeff Bezos, fundador da Amazon e homem mais rico do mundo.

Um juiz americano aceitou o pedido da Amazon em fevereiro para ordenar a suspensão do contrato, avaliado em 10 bilhões de dólares.

O governo solicitou ao tribunal no mês seguinte que o caso fosse devolvido ao departamento “durante 120 dias para reconsiderar certos aspectos da decisão impugnada”.

“A implementação do contrato não vai começar imediatamente devido à ordem temporal da corte federal de 13 de fevereiro, mas o Departamento de Defesa tem pressa para levar estas capacidades tecnológicas a nossos homens e mulheres em uniforme”, completou o Pentágono.

Este contrato valioso por um período de 10 anos tem como objetivo modernizar todos os sistemas informáticos das forças armadas americanas em um sistema gerido por inteligência artificial.

“Apreciamos que o departamento tenha confirmado, depois de uma cuidadosa reavaliação, que estamos oferecendo a tecnologia adequada pelo melhor preço”, respondeu um porta-voz da Microsoft.

A Amazon, contudo, acredita que o Pentágono não fez uma reavaliação séria. Segundo comunicado da empresa de Bezos, o novo estudo “não é mais do que uma tentativa de validar uma decisão errada, enviesada e politicamente corrompida”.

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