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Brasil O Deputado Capitão Augusto desiste de candidatura à presidência da Câmara

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Augusto vai apoiar o correligionário Arthur Lira. (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Capitão Augusto (PL-SP) anunciou que desistiu de sua candidatura à presidência da Câmara dos Deputados. “Nos últimos dias, percebi que a polarização política na Câmara dos Deputados restringiu o debate e os votos a somente dois candidatos, ouvi de dezenas de deputados dessas bancadas que gostariam de votar em mim, mas teriam que se valer do voto útil contra a esquerda, inviabilizando dessa forma qualquer chances de ir para um segundo turno”, afirmou, por meio de nota à imprensa.

A eleição está marcada para segunda (1 de fevereiro) e será realizada por meio de votação secreta. O deputado Capitão Augusto informou que decidiu juntar-se ao Partido Liberal e ao governo Bolsonaro. O PL é favorável ao nome do deputado Arthur Lira (PP-AL), candidato de Bolsonaro.

Confira abaixo a íntegra da mensagem divulgada pelo deputado:

“Logo no início do ano passado lancei minha candidatura baseada nas Frentes Parlamentares da Segurança, Corrupção, Família e Cristã, acreditando no voto secreto, na renovação da Câmara e nessas bancadas temáticas.

Porém, nos últimos dias, percebi que a polarização política na Câmara dos Deputados restringiu o debate e os votos a somente 2 candidatos, ouvi de dezenas de deputados dessas bancadas que gostariam de votar em mim, mas teriam que se valer do voto útil contra a esquerda, inviabilizando dessa forma qualquer chances de ir para um segundo turno.

Dessa forma, juntamente com minha equipe, decidimos retirar minha candidatura à Presidente da Câmara e juntar-se ao meu Partido Liberal e ao Governo Bolsonaro.”

Eleição

A eleição será totalmente presencial, com urnas dispostas no Plenário e nos salões Verde e Nobre, espaços que ficarão restritos aos parlamentares, de forma a evitar aglomerações e manter o distanciamento.

Conforme ofício enviado aos deputados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o prazo limite para a formação de blocos parlamentares termina na segunda-feira (1), ao meio-dia. Os cargos da Mesa são distribuídos aos partidos na proporção do número de integrantes dos blocos partidários.

Às 14h, terá início a reunião de líderes, para a escolha dos cargos da Mesa pelos partidos, conforme o critério de proporcionalidade. Às 17h, termina o prazo para registro das candidaturas. Terminado esse prazo, haverá o sorteio da ordem dos candidatos na urna eletrônica. Até agora, nove deputados lançaram candidatura, sendo dois de blocos partidários, dois de partidos políticos e o restante avulso.

A Mesa é composta pelo presidente, dois vice-presidentes, quatro secretários e seus suplentes. Os votos para os cargos da Mesa só são apurados depois que for escolhido o presidente.

De acordo com o Regimento Interno, a eleição dos membros da Mesa ocorre em votação secreta e pelo sistema eletrônico, exigindo-se maioria absoluta de votos (metade mais um) no primeiro turno e maioria simples no segundo turno.

Conforme questões de ordem respondidas em 2009 e 2011 pelos ex-presidentes Arlindo Chinaglia e Henrique Eduardo Alves, respectivamente, a maioria absoluta se refere ao total de votantes e não ao total de integrantes da Casa. No cálculo são computados eventuais votos em branco. A decisão diz que são excluídos os votos nulos, mas não há essa opção no sistema eletrônico de votação.

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