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Tecnologia O desafio de criar uma boa senha; e provavelmente a sua é fraca

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O uso de senhas fracas não é exceção e sim padrão. (Foto: Freepik)

Apesar de alertas constantes, o básico ainda falha. Levantamento anual da NordPass, mostra que “123456” continua entre as senhas mais usadas no mundo, enquanto no Brasil aparecem também variações como “admin”, “12345678” e sequências numéricas simples. Na prática, são combinações que levam menos de um segundo para serem quebradas por softwares automatizados.

Um problema de comportamento

O uso de senhas fracas não é exceção e sim padrão. Segundo análises da Comparitech, cerca de 80% das violações de dados têm relação com credenciais comprometidas, fracas ou reutilizadas. Ou seja, o maior risco de segurança digital hoje não é a falta de tecnologia, mas a repetição de erros simples.

Por que essas senhas são tão frágeis?

Ataques modernos não dependem de tentativa manual. Programas automatizados testam milhões de combinações por segundo com base em listas de senhas vazadas e as mais comuns são sempre as primeiras. Por isso, usar “123456”, “admin” ou qualquer variação óbvia equivale, na prática, a deixar a porta destrancada.

Tamanho importa mais que “complexidade”

As diretrizes mais recentes do National Institute of Standards and Technology (NIST), referência global em segurança digital, indicam que mais importante do que misturar símbolos é criar senhas longas. A recomendação é usar combinações com pelo menos 12 caracteres, podendo chegar a 64, e priorizar frases completas: as chamadas passphrases. Isso significa que uma senha como “C@rro2024” é menos segura do que “Meu cachorro que não tenho se chama rex”: maior, menos previsível e mais resistente a ataques automatizados.

Como melhorar sua segurança

As recomendações atuais são:

– Usar frases longas em vez de palavras curtas;

– Evitar dados pessoais óbvios;

– Não repetir senha em serviços diferentes (muito difícil de colocar em prática);

– Ativar verificação em duas etapas;

– Usar gerenciadores de senha para organizar tudo.

No fim das contas, os sistemas de segurança evoluíram, mas o elo mais fraco continua sendo o mesmo: o usuário. As informações são do jornal Extra.

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