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Mundo O diretor de um banco português foi encontrado morto

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Nuno Ribeiro da Cunha era diretor do banco Eurobic. (Foto: Reprodução)

O gestor das contas da estatal petrolífera de Angola, a Sonangol, no banco português Eurobic foi encontrado morto em casa na noite desta quarta-feira, em Lisboa. De acordo com a Polícia Judiciária, não foram encontrados sinais de invasão na casa de Nuno Ribeiro da Cunha ou de ação de terceiros no local. As autoridades trabalham com a hipótese de suicídio.

A morte ocorreu horas depois do nome de Nuno ter sido citado pela Procuradoria Geral de Angola no caso que envolve a acusação de um desvio milionário de fundos da Sonangol e que tem como personagem central Isabel dos Santos, filha de Luiz Eduardo dos Santos, presidente de Angola por 38 anos. Considerada a mulher mais rica da África e ex-presidente da petrolífera, Isabel é investigada desde 2018 pelas autoridades angolanas e teve os bens congelados no fim do ano passado.

Na semana passada, porém, sua situação se agravou com a publicação de reportagens detalhando a ampla rede montada por Isabel para desviar dinheiro não apenas da Sonangol, mas de vários órgãos e empresas do Estado angolano. Os mais de 700 mil documentos, obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), detalham como ela usou empresas, consultores, advogados, banqueiros e contadores para desviar milhões de dólares e abastecer contas de suas empresas ou as de sócios.

No Twitter, Isabel dos Santos chamou de mentirosas as acusações apresentadas pelo consórcio e mirou em veículos de comunicação de Portugal.

Em declaração, divulgada nesta quinta-feira (23), voltou a dizer que sempre operou dentro da lei, e que as acusações são falsas.

Além de Nuno Ribeiro e de Isabel dos Santos, o procurador-geral de Angola, Helder Pitta Grós, acusou formalmente Sarju Raikundalia, ex-administrador financeiro da Sonangol e Paula Oliveira, amiga de Isabel dos Santos e administradora da empresa NOS. Todos estão fora do país, mas o procurador não descartou pedir ajuda  para levar os acusados à Justiça: na prática, uma ordem internacional de prisão. Mário Leite da Silva, gestor de Isabel dos Santos e também citado na denúncia, pediu demissão da chefia do Conselho de Administração do Banco de Fomento de Angola.

Empresas investigadas

Na própria quarta-feira (22), Helder Pitta Grós viajou a Lisboa para se reunir com Lucilia Gago, procuradora-geral de Portugal. O teor da conversa não foi revelado, mas a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários do país está analisando as evidências apresentadas pelo ICIJ e vai investigar a participação de Isabel em empresas portuguesas: ela possui possui fatias consideráveis em companhias como a NOS, do setor de comunicações, e a Galp Energia. Ela também era a principal acionista do Eurobic, mas na própria quarta-feira se desfez de suas ações.

Isabel dos Santos chegou a ser apontada uma das mulheres mais influentes do mundo pela BBC, em 2015. No ano seguinte assumiu a presidência da estatal Sonangol, dizendo que “sua missão era salvar a empresa”. A empresária também é conhecida por suas extravagâncias, como um iate de US$ 25 milhões, um apartamento de US$ 55 milhões em Mônaco e uma residência construída em uma ilha artificial no formato de cavalo marinho em Dubai, onde ela e seu marido passam a maior parte do tempo.

Nascida no Azerbaijão em 1973, ainda nos tempos de União Soviética, recentemente ela assumiu a cidadania russa. Segundo estimativas, sua fortuna gira em torno de US$ 2 bilhões. No Twitter, disse que o dinheiro foi conquistado com “caráter, inteligência, educação, capacidade de trabalho e perseverança”, e acusou os meios portugueses de racismo.

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