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Carlos Roberto Schwartsmann O especialista

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece 55 especialidades médicas. (Foto: Reprodução)

O Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece 55 especialidades médicas. Segundo o mesmo, somente a metade dos médicos que atuam no Brasil possuem título de especialista.

Após 6 anos de estudo em tempo integral, o médico necessita continuar frequentando um programa de residência médica para obter o título de especialista após concurso.

A maioria das especialidades exige 3 anos, mas para obtenção do título em neurocirurgia e cirurgia cardiovascular são necessários mais 5 anos.

Portanto no final serão onze anos de estudo!!

A 1ª especialidade certificada nos EUA foi a Oftalmologia em 1908. No nosso País a primeira residência médica surgiu em 1945 na área de ortopedia no Hospital das Clínicas da USP.

Inúmeros fatores influenciam o jovem médico na escolha da especialidade. A personalidade junto com características pessoais são os fatores que mais influenciam na decisão.

Os objetivos, os agressivos, os exigentes de soluções rápidas são inclinados a cirurgia. Os meditadores, os contemplativos e os questionadores serão clínicos. Os que desejam entender o pensamento e a alma humana serão psiquiatras. Os que têm empatia pelas crianças serão pediatras. Os ligados às atividades físicas ou ao esporte serão ortopedistas. Evidentemente, são um conjunto de fatores que influenciam na escolha.

O sexo feminino é o preferencial entre os dermatologistas e pediatras. Nas especialidades de urologia, ortopedia, neurocirurgia, cirurgia torácica e cardiovascular os homens são mais de 90%.

Outros fatores que influenciam na decisão são: profissão dos pais, aconselhamento familiar, condições de trabalho, carga horária e remuneração.

Outro tópico relevante é a faculdade frequentada. Influencia muito na escolha: o conteúdo, a qualidade e a organização da disciplina. Professores exemplares são modelos inspiradores!

Corsi, analisando 456 estudantes de medicina em São Paulo, concluiu que novas variantes foram incluídas nos últimos anos: avaliação do desgaste psíquico, controle do estilo de vida e das possibilidades de lazer.

A autonomia de decisões sobre a carga de trabalho e domínio da sua própria vida aumentou o número de candidatos a dermatologia, oftalmologia, otorrinolaringologia, psiquiatria, radiologia.

Por estes mesmos motivos, menos escolhem a obstetrícia, pediatria e cirurgia.

Certamente faltaria espaço para analisar todas as variáveis afetivas, psicológicas, econômicas e sociais que interferem nesta difícil escolha do médico: ser especialista!

A especialização veio para ficar! Mas é preciso ter cuidado! Bernard Shaw escreveu: “Especialista é o homem que sabe cada vez mais sobre cada vez menos e por fim acaba sabendo tudo do nada”

O que o médico especialista jamais pode esquecer é que o paciente é um todo. Não é um membro isolado, um órgão ou uma víscera!

A cura do paciente está intrinsecamente relacionada a harmonia de todos os sistemas do corpo humano.

Ser atencioso, bom ouvinte, agradável, carinhoso, respeitoso e humano independe da especialidade médica!!!

 

Prof. Dr. Carlos Roberto Schwartsmann – médico e professor

 

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