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Mundo O ex-policial americano acusado de matar George Floyd pagou fiança de 1 milhão de dólares e está fora da prisão

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Derek Chauvin manteve o joelho sobre o pescoço de Floyd até matá-lo. (Foto: Reprodução)

Derek Chauvin, o ex-policial de Minneapolis acusado de matar o afro-americano George Floyd, foi libertado nessa quarta-feira (7) após pagar uma fiança de US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões), de acordo com documentos judiciais. O Departamento de Correções confirmou que o ex-policial deixou a instalação correcional de segurança máxima de Oak Park Heights, no Estado de Minnesota.

Dos quatro ex-policiais acusados pelo assassinato de Floyd, Chauvin era o único que permanecia na prisão aguardando julgamento, marcado para março de 2021. Ele enfrenta acusações de homicídio e homicídio em segundo grau. Os outros três agentes envolvidos são acusados de cumplicidade. Um juiz do condado de Hennepin em Minnesota ainda está avaliando se os quatro serão julgados juntos.

O histórico de Chauvin ao longo dos 19 anos em que trabalhou para o Departamento de Polícia de Minneapolis está repleto de incidentes: em 2006, ele atirou e matou um homem que supostamente tinha uma arma; em 2008, ele fez o mesmo contra um suspeito de violência sexual; e, em 2011, ele abriu fogo contra um homem que fugia de um tiroteio. Nada disso o impediu de continuar em seu posto, até a morte de George Floyd.

As condições da fiança proíbem Chauvin de deixar Minnesota. Sua antiga casa nos subúrbios de Twin Cities foi vendida recentemente, então não está claro para onde ele irá, e sua família não quis comentar. Também não se sabe onde ele conseguiu o milhão de dólares para poder ser liberado. A versão que corre nas redes sociais é de que a quantia foi levantada através de uma “vaquinha” on-line realizada por grupos de supremacistas brancos, mas nada foi confirmado.

Chauvin e sua ex-esposa Kellie — que anunciou o divórcio após a morte de Floyd — são acusados de sonegação de impostos. Os promotores do condado de Washington alegaram que o ex-policial não relatou ou não pagou os impostos estaduais de 2014 e não relatou os mais de US$ 95 mil que ganhou trabalhando como segurança nas horas vagas.

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