Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 28 de outubro de 2018
O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot anunciou, no sábado (27), que, “por exclusão”, vai votar no candidato Fernando Haddad (PT). Ele negou qualquer vinculação política e não mencionou o nome de Jair Bolsonaro (PSL) em publicação feita no Twitter.
“Já fui chamado de petista e antipetista. Já fui psdebista [apoiador do PSDB] e anti também. Houve muita especulação sobre meu interesse eleitoreiro na minha atuação profissional. Nada se comprovou. Agora, não posso deixar passar barato discurso de intolerância e etc. Por exclusão, voto em Haddad”, anunciou pela rede social.
Como procurador, Janot denunciou no STF (Supremo Tribunal Federal) a cúpula do PT e outras legendas por organização criminosa no âmbito da Operação Lava-Jato. Ele também ganhou visibilidade ao apresentar as duas denúncias contra o presidente Michel Temer (MDB), no ano passado.
Antes dele, também no sábado, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa, que é filiado ao PSB, declarou voto em Haddad. No julgamento do escândalo do mensalão, ele foi responsável por mandar à prisão líderes petistas como José Dirceu e José Genoino.
Joaquim Barbosa
Bolsonaro comentou no Twitter o apoio do ex-presidente do STF Joaquim Barbosa a Fernando Haddad (PT). O capitão da reserva destacou que Barbosa já disse que “só Bolsonaro não foi comprado pelo PT.”
“Em suas redes sociais, Joaquim Barbosa divulga voto em Haddad, mas já está na história que ele mesmo disse que só Bolsonaro não foi comprado pelo PT no esquema de corrupção conhecido como Mensalão, que feria gravemente a democracia do nosso país, anulando o Poder Legislativo”, escreveu Bolsonaro em sua rede social.
Junto com o texto, o candidato do PSL postou um vídeo de Barbosa no julgamento do mensalão, em que cita a compra de votos para a aprovação da Reforma da Previdência e Tributária e diz que “somente o senhor Jair Bolsonaro, do PTB, votou contra a aprovação da referida lei”. Como deputado federal, Bolsonaro foi filiado ao PTB entre 2003 e 2005.
“De fato essas reformas receberam o fundamental apoio dos parlamentares comprados pelo Partido dos Trabalhadores e das bancadas por eles orientados ou dirigidas, exatamente, quando foram realizadas os maiores repasses de dinheiro aos parlamentares acusados”, diz o então magistrado na gravação.
“Por outro lado, os líderes dos quatro partidos cujos os principais parlamentares receberam os recursos em espécie do PT orientaram as suas bancadas a aprovar o projeto que foi encaminhado pelo governo. Somente o senhor Jair Bolsonaro, do PTB, votou contra a aprovação da referida lei. Todos os demais votaram no sentido orientado pelo líder do governo e do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos deputados”, finaliza.
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