Sexta-feira, 09 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo O executivo brasileiro Carlos Ghosn, preso no Japão, disse que vai reembolsar o Palácio de Versalhes, na França, depois que a Renault o acusou de fazer uma festa luxuosa com dinheiro de patrocínio

Compartilhe esta notícia:

Em 2006, Carlos Ghosn realizou o seu casamento no local. (Foto: Reprodução)

O executivo brasileiro Carlos Ghosn, preso no Japão por irregularidades financeiras, planeja reembolsar o Palácio de Versalhes, na França, pelos gastos referentes a sua festa de casamento, realizada em 2006. A confirmação foi feita depois que a fabricante de automóveis Renault revelou que seu então presidente pode ter se aproveitado indevidamente de um acordo de patrocínio para fazer o evento.

Devon Spurgeon, porta-voz da família, informou que Ghosn reembolsará o palácio, que por sua vez compensará a montadora. A festança, definida na época como “extravagante”, foi inspirada no filme “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola.

Ghosn e a esposa Carole usaram a ala Grand Trianon do castelo e os jardins para a festa de casamento. A cerimônia foi seguida de fotos do executivo e a família, publicadas na revista “Town & Country”, mostrando atores vestindo roupas de época ao lado de um banquete de sobremesas.

Outra festa

De acordo com o jornal francês “Les Echos”, o executivo brasileiro já havia organizado, dois anos antes, uma festa black-tie para 200 convidados em Versalhes, para comemorar o seu 60º aniversário e os 15 anos da aliança entre as montadoras. O evento teria custado cerca de 600 mil euros (mais de R$ 2,5 milhões).

A resposta de Ghosn referente às despesas com o seu casamento foi dada um dia depois de a Renault ter afirmado que comunicaria às autoridades francesas o fato de o executivo ter recebido um “benefício pessoal” no valor de 50 mil euros (aproximadamente R$ 210 mil) relacionado a um acordo de patrocínio da montadora com o palácio, localizado nos arredores de Paris.

A investigação conduzida pela Renault descobriu que Ghosn era provavelmente o único beneficiário do evento em Versalhes, não a companhia. Jean-Yves Le Borgne, advogado do executivo na França, foi procurado para comentar, mas não retornou o contato.

Em nota divulgada na última quinta-feira, os advogados da familia do executivo repudiaram a alegação da Renault: “Fontes ligadas à defesa de Carlos Ghosn na França consideram difamatória a suposta acusação de que ele usou recurso da empresa em seu casamento. Ghosn assumiu, a título pessoal, todas as despesas da festa. A Renault não pagou qualquer fatura. Uma sala foi liberada por Versalhes para o evento e, se a mesma foi considerada como patrocínio corporativo pela companhia, tal informação não chegou ao conhecimento de Ghosn”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Funcionários da Receita Federal que atuam em aeroportos são obrigados a passar por inspeção. A norma irritou os trabalhadores
Sobreviventes do incêndio no Flamengo tentaram salvar os amigos quebrando as janelas do alojamento que pegou fogo
Pode te interessar