Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de maio de 2020
A divulgação dos resultados do Facebook trouxe uma boa notícia para o mercado de publicidade digital. A gigante online, que depende fortemente da venda de anúncios em sua plataforma, afirmou que registrou dificuldades na área por causa da pandemia de coronavírus, mas que mais recentemente percebeu uma estabilização da demanda. A empresa indicou que o tombo por causa da pandemia poderá não ser tão forte quanto inicialmente havia previsto.
Segundo a companhia, após uma forte queda em março, o resultado foi diferente em abril. O resultado do mês passado, quando comparado com o registrado no mesmo período do ano passado, foi quase estável.
Essa informação, aliada a resultados relativamente robustos da Microsoft e da Alphabet, companhia que controla o Google, mostrou que as dores relativas à pandemia podem não ser tão agudas para a indústria de tecnologia quanto para outros segmentos da economia.
Conexão
O fundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg, disse que o serviço de ligações por voz e vídeo da companhia mais do que dobrou nas últimas seis semanas. Segundo a companhia, engenheiros têm trabalhado constantemente para garantir que não haja falhas nessas ferramentas.
Mais de 3 bilhões de pessoas usam a plataforma do Facebook mensalmente – no mesmo período do ano passado, eram 2,7 bilhões. A permanência dos usuários na rede social teve forte alta, na mesma comparação, ainda que essa disparada deva se suavizar à medida que medidas de isolamento se tornem mais brandas ao redor do mundo.
“Assim como o Google, o Facebook tem a chance de sair da pandemia de coronavírus ainda mais forte”, diz Martin Garner, analista da área de internet da CCS Insight, uma companhia de marketing digital.
Os números do primeiro trimestre servem de indicativo da força da companhia. O Facebook viu sua receita subir 18% entre janeiro e março, sobre o ano passado, para 17,7 bilhões de dólares. O lucro mais do que dobrou, atingindo 4,9 bilhões de dólares.
Migrando para outras plataformas
O Facebook está derrubando posts e conteúdos que incentivem pessoas a furarem a quarentena. Com isso, os manifestantes contra a quarentena dos Estados Unidos estão migrando para outras plataformas. Uma das principais é o MeWe.
Esta rede social, que se vangloria de não invadir a privacidade de seus usuários, é reconhecida por abrigar conspiracionistas e supremacistas brancos. Até mesmo as orientações do Facebook e do MeWe diferem.
A rede social criada por Mark Zuckerberg exige que todos os eventos da plataforma instruam os convidados a aderir às normas de distanciamento social ditadas pelas autoridades de saúde, enquanto o MeWe não tem a mesma política.
Uma investigação da revista Business Insider encontrou pelo menos 20 grupos abertamente contra a quarentena que criticam as novas políticas do Facebook.
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