Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de outubro de 2020
O furacão Delta perdeu força entre o final da sexta-feira (9) e início de sábado (10), depois de entrar no Estado norte-americano da Louisiana, que está sendo repetidamente castigado por tempestades neste ano.
O Delta atingiu o continente na sexta-feira, como um furacão de categoria 2 na escala Saffir-Simpson, com ventos máximos de 161 quilômetros por hora, informou o Centro Nacional de Furacões (NHC).
Em poucas horas, seus ventos diminuíram para 120 quilômetros por hora e ele posteriormente se transformou em uma tempestade tropical.
Produção de petróleo
As petrolíferas que atuam no Golfo do México cortaram a produção de petróleo em cerca de 92%, ou 1,7 milhão de barris por dia, até o meio-dia de sexta-feira – a maior redução desde 2005, quando o furacão Katrina destruiu mais de 100 plataformas marítimas e prejudicou a produção por meses.
A Delta foi a décima tempestade nomeada da temporada de furacões no Atlântico a atingir os EUA neste ano, superando um recorde de 1916.
Muitos na costa da Louisiana ainda se recuperam do furacão Laura, que chegou no final de agosto com uma categoria 4 na escala de cinco níveis Saffir-Simpson.
O governador da Louisiana, John Bel Edwards, pediu aos residentes que fossem extremamente cautelosos com o Delta e anunciou que 2.400 membros da Guarda Nacional foram mobilizados para ajudar.
Limpeza dos estragos
Moradores do Estado norte-americano de Louisiana continuavam neste domingo (11) a limpeza dos estragos causados pelo furacão Delta e mais pessoas voltavam às suas casas para examinar os danos.
Neste domingo, a tempestade enfraqueceu, mas continuava a ameaçar com fortes chuvas, afirmou o Centro Nacional de Furacões dos EUA.
O fenômeno cortou eletricidade de mais de meio milhão de habitantes e adicionou mais problemas aos danos que já tinham sido causados pelo furacão Laura em agosto.
Muitos moradores de Lake Charles e de outras regiões fugiram antes da chegada do furacão. Na manhã deste domingo, 9.109 moradores de Louisiana ainda estavam em abrigos, com mais de 8.200 em hotéis e no “mega” abrigo Alexandria, segundo Catherine Heitman, porta-voz do Departamento de Serviços às Crianças e Famílias. As informações são das agências de notícias Reuters e AFP.
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