Quinta-feira, 02 de Julho de 2020

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Mundo O governo da Itália lançou uma pesquisa para tentar estimar o nível de imunização de sua população ao coronavírus

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Segurança usa acessório para medir temperatura de cliente entrando em loja em Milão, na Itália. (Foto: Mairo Cinquetti/NurPhoto via Getty Images)

O governo da Itália iniciou nesta segunda-feira (25) uma pesquisa de âmbito nacional para tentar estimar o nível de imunização de sua população ao novo coronavírus.

O estudo submeterá 150 mil pessoas distribuídas por 2 mil municípios italianos a testes sorológicos que detectam a presença de anticorpos a partir de amostras de sangue.

Esse tipo de exame é capaz de identificar indivíduos que já foram expostos e eliminaram o coronavírus Sars-CoV-2 sem sabê-lo, embora sejam ineficazes para os primeiros dias de infecção, já que leva algum tempo para o sistema imunológico começar a produzir anticorpos.

Os resultados da pesquisa serão usados para direcionar políticas nacionais ou regionais de contenção à pandemia, que já tem cerca de 230 mil casos e quase 33 mil mortes confirmadas na Itália.

O estudo é controlado pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Estatística (Istat), e as amostras sorológicas serão coletadas pela Cruz Vermelha. As pessoas serão selecionadas com base em critérios demográficos estabelecidos pelo Istat.

O governo também lançou uma campanha na rede pública Rai para sensibilizar a população sobre a importância de participar da pesquisa – no Brasil, equipes de um estudo semelhante conduzido pela Universidade Federal de Pelotas chegaram a ser atacadas e até detidas devido à falta de informações sobre o levantamento.

As pessoas escolhidas serão contatadas por telefone pela Cruz Vermelha para agendar um horário para a coleta de sangue em laboratórios selecionados. Indivíduos vulneráveis poderão fazer o exame em casa.

“A duração da pesquisa deve ser de 15 dias”, disse à agência de notícias Ansa o presidente do Istat, Gian Carlo Blangiardo, que prevê a divulgação antecipada de uma primeira parcial relativa a 20 mil exames.

Até o momento, segundo a Defesa Civil, 2,2 milhões de pessoas na Itália já fizeram o teste RT-PCR, que busca o material genético do vírus em secreções da faringe ou nasais e serve para detectar infecções ativas, ou seja, só consegue determinar se a pessoa está contaminada naquele momento ou não.

Nova etapa

A Itália entrou nesta segunda-feira (25) em uma nova etapa do desconfinamento iniciado há três semanas, com a abertura de piscinas, academias e academias.

Uma semana após a reabertura de bares e restaurantes, os quase dez milhões de italianos que frequentam estes espaços dedicados à prática de esportes poderão voltar a fazê-lo, desde que por meio de reservas antecipadas.

Apenas duas regiões adiaram a reabertura: a Lombardia, para 31 de maio; e Basilicata, para 3 de junho. A máscara não será obrigatória durante os exercícios, mas muitos locais exigirão seu uso desde a entrada até o vestiário. As informações são das agências de notícias Ansa e AFP.

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