Quinta-feira, 22 de Outubro de 2020

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Brasil O governo federal decide aderir ao programa global de acesso à vacina contra o coronavírus

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A ideia é que a iniciativa facilite acordos bilaterais sobre vacinas. (Foto: Reprodução)

O governo Jair Bolsonaro anunciou a intenção de aderir à Covax Facility, consórcio da Organização Mundial da Saúde (OMS) para acelerar o desenvolvimento de vacina contra a covid-19, além de promover o acesso equitativo às doses.

Um dos compromissos ao entrar na iniciativa é garantir o fornecimento da imunização para ao menos 20% da população de cada país. Ainda não há informações sobre quanto será investido no programa. O governo disse que estudava “criteriosamente” a participação na Covax Facility. Em nota, também afirmou que o Brasil é reconhecido mundialmente pelo Programa Nacional de Imunização.

A ideia é que a iniciativa facilite acordos bilaterais sobre vacinas. O consórcio analisa o desenvolvimento dos imunizantes. A Secretaria Especial de Comunicação Social e o Ministério das Comunicações divulgaram nota para destacar que “a aquisição de uma vacina segura e eficaz é prioridade do governo federal”.

O governo aposta na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca contra a covid-19. A Fiocruz ganhou aporte de R$ 2 bilhões para receber, processar, distribuir e passar a fabricar sozinha o imunizante. A ideia é que os primeiros 15 milhões de doses sejam aplicados em janeiro de 2021 no Brasil, ano em que 100 milhões de unidades devem ser distribuídas.

Governos estaduais também têm negociações próprias sobre vacinas. São Paulo, por exemplo, aposta na Coronavac, fabricada na China. O Paraná, por sua vez, tem negociação com a Rússia para fabricar a Sputnik V.

Rússia

A Rússia aprovou o tratamento Coronavir da R-Pharm para pacientes não hospitalizados com infecções do novo coronavírus entre brandas e moderadas, e o remédio pode estar disponível nas farmácias do país já na semana que vem, informou a farmacêutica. A aprovação do Coronavir sucede a liberação do Avifavir, outro medicamento russo contra a covid-19, em maio. Ambos têm como base o favipiravir, que foi desenvolvido no Japão e lá é usado amplamente como base para tratamentos virais.

O anúncio da R-Pharm é mais um sinal de que a Rússia está se empenhando muito para conseguir uma dianteira global na corrida contra o vírus. O país já está exportando seus exames de Covid-19 e fechou vários acordos internacionais para fornecer sua vacina Sputnik-V. A R-Pharm disse que recebeu aprovação para o Coronavir após testes clínicos de estágio avançado com 168 pacientes com covid-19. O remédio foi liberado inicialmente para uso hospitalar de tratamento de covid-19 em julho, mostrou um registro do governo.

O teste do Coronavir foi comparativamente pequeno. A agência reguladora de saúde europeia endossou o uso do esteroide dexametasona no tratamento de pacientes com Covid-19 depois de um estudo de pesquisadores britânicos com vários milhares de pacientes. A R-Pharm começou a conversar com farmácias sobre encomendas, disse a porta-voz da empresa. As remessas de Coronavir devem começar no futuro próximo, possivelmente já na próxima semana. O Coronavir é fabricado nas instalações da R-Pharm em Yaroslavl, cidade localizada cerca de 300 quilômetros a nordeste de Moscou.

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