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Notícias O governo federal já reconheceu oficialmente a situação de emergência de 31 municípios gaúchos atingidos pela estiagem

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Outras 126 administrações municipais esperam a avaliação de pedidos. (Foto: Arquivo/Seapdr)

A lista de municípios gaúchos em situação de emergência por causa da falta de chuvas passou de 24 para 31 nessa quarta-feira, com o reconhecimento, por parte do governo federal, dos decretos assinados por mais sete prefeituras. Dentre os principais problemas enfrentados estão deficiências no abastecimento de água e prejuízos à agricultura.

O sinal verde do Palácio do Planalto permite que os municípios tenham acesso à liberação de verbas especiais de Brasília. Em âmbito estadual, informações atualizadas da Defesa Civil gaúcha apontam que 51 cidades obtiveram a homologação desse status pelo governo gaúcho. Já outras 126 administrações municipais ainda esperam a avaliação de pedidos com essa mesma finalidade, por conta da estiagem.

Recebido na tarde dessa quarta-feira no Palácio Piratini, um grupo de prefeitos da Azonasul (Associação dos Municípios da Zona Sul) entregou um documento com demandas referentes ao período de estiagem enfrentado pelo Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite informou que na semana que vem voltará a conversar sobre o assunto, em Brasília, com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina.

O titular de Logística e Transportes, Juvir Costella, bem como o coronel Julio Cesar Rocha, chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, acompanharam a reunião, bem como o deputado estadual Luiz Henrique Viana. Na ocasião, Leite garantiu, ainda, que o tema também estará na pauta de um encontro com representantes das Secretarias estaduais envolvidas na questão.

Safra de verão

Apesar das perdas por conta da estiagem, dados preliminares da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural), conveniada à Seapdr (Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural), apontam que as culturas de verão, especialmente as de milho e soja, terão a sua quinta maior safra de verão na história do Rio Grande do Sul.

A estimativa indica uma uma produção de 28,7 milhões de toneladas e um impacto econômico no valor bruto superior a R$ 32 bilhões. O levantamento sobre a situação das lavouras da safra de verão 2019/2020 foi apresentado nesta semana durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque.

O diretor técnico da Emater-RS, Alencar Rugeri, apresentou os dados coletados em todo o território gaúcho, considerando a situação das lavouras até final de fevereiro. Analisando cada cultura, as grandes perdas envolvem as safras do milho, grão e silagem, e da soja. A área de plantio do milho no Estado, considerando a estimativa inicial e a área atual, teve aumento de 1,5%.

Entretanto, os reflexos da estiagem apontam redução superior a 20% na média de produção e na produtividade da cultura. A produção esperada para esta safra era de 5,9 milhões de toneladas e produtividade de 7,7 mil kg/ha, mas o cenário encontrado a partir do levantamento indica redução de 21% na produção (4,6 milhões de toneladas) e produtividade média de 5,9 mil kg/ha (redução de 22,3%).

Em relação ao milho para silagem, a situação é parecida. A redução da produção e da produtividade chegam a cerca de 20%. A expectativa de produção inicial era de 12,5 milhões de toneladas, e a estimativa atual é de 9,9 milhões de toneladas, redução de 20,7%. Em comparativo com a safra passada (2018/19), a cultura do milho reduziu 18% da sua produção (em torno de 1 milhão de toneladas a menos).

(Marcello Campos)

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