Sábado, 08 de Agosto de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
15°
Fog

Brasil “O governo federal vai comprar um pedaço das empresas aéreas e depois vender”, disse o ministro da Economia

Compartilhe esta notícia:

Plano envolve a participação do BNDES em uma espécie de consórcio. (Foto: EBC)

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo está trabalhando em soluções para os problemas de pelo menos três segmentos: aéreo, elétrico e sucroalcooleiro. A afirmação foi feita em reunião com representantes do setor de serviços. “Vamos comprar um pedaço das empresas áreas e depois vender”, afirmou o ministro. “Vamos ganhar dinheiro e preservar as empresas.

De acordo com fontes de Brasília, um plano está sendo finalizado no âmbito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), prevendo a emissão de debêntures (títulos de dívida das empresas) simples, acompanhado de um bônus de subscrição (“warrant”) que permite ao detentor tornar-se sócio da empresa e também pode ser negociado no mercado secundário.

Nos bastidores o governo trabalha para formar um consórcio de bancos. Articula-se para a instituição federal de fomento atuar como uma espécie de avalista da transação realizada pelos bancos privados. A intenção é fazer com que o empréstimo seja diluído por meio de debêntures conversíveis.

Detalhes

A ajuda as companhias aéreas deverá ser na ordem de R$ 6 bilhões, ante os R$ 10 bilhões previstos inicialmente. A expectativa é que as três maiores empresas, Azul, Gol e Latam, recebam cada uma R$ 2 bilhões.

Ainda segundo fontes ligadas ao próprio governo, 75% do valor será realizado por meio de debêntures, enquanto o restante poderá ser convertido em ações, o que na prática tornará o Estado sócio de até 25% da companhia, podendo vender a participação em um segundo momento, com valorização das ações.

A intenção é evitar a exposição do governo ao risco de financiar o setor aéreo, um dos mais onerosos do país, com mais de 60% de seus custos atrelados diretamente ao dólar. Com um modelo privado e com garantias estatais, além da conversão do empréstimo em ações, a expectativa é dispor de um meio termo entre aporte financeiro de baixo custo e baixo risco.

Outros setores

De qualquer forma, é parecido com o que Guedes disse, mas com uma maior flexibilidade para o governo. No caso dos demais setores, o ministro disse que cada um será ajudado conforme sua especificidade. Para o elétrico, será feito um acerto considerando os recebíveis das empresas. Já no segmento sucroalcooleiro, o crédito será baseado na estocagem de cana-de-açúcar.

“Para cada setor tem uma solução diferente, estamos organizando com os bancos”, disse o ministro na reunião. Guedes tem semanalmente se encontrado com representantes de instituições financeiras públicas e privadas. O BNDES que tem organizado o processo de socorro das empresas afetadas pela paralisação das atividades em decorrência da pandemia, por meio de um sindicato de bancos.

Print Friendly, PDF & Email

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

O chefe da Casa Civil luta para convencer Bolsonaro a tirar Abraham Weintraub do Ministério da Educação
Testemunhas relatam que foram retirados sobreviventes dos destroços do avião da Pakistan Airlines
Deixe seu comentário
Pode te interessar