Quarta-feira, 17 de junho de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
12°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul O governo gaúcho já tem mais de 4 milhões de seringas em estoque para a vacinação contra o coronavírus

Compartilhe esta notícia:

(Foto: EBC)

Mesmo diante da hipótese de que as primeiras doses de uma vacina contra o coronavírus sejam aplicadas no Rio Grande do Sul só na metade do ano que vem, a SES (Secretaria Estadual da Saúde) já elabora um plano para o fluxo desde o laboratório até a sala de imunização. E isso pressupõe a utilização de pelo menos 5 milhões de seringas, das quais o governo gaúcho mantém em estoque mais de 80% desse volume.

Em recente comunicado à imprensa, a titular da pasta, Arita Bergmann, destacou que já está sendo finalizada a Ata de Registro para a aquisição de insumos para a campanha de imunização:

“Serão adquiridas 10 milhões de seringas com especificações para aplicação intramuscular em adultos. O Rio Grande do Sul tem 4,2 milhões em estoque. Como o Estado prevê vacinar em torno de 5 milhões de pessoas, o excedente ficará para rotina. Além disso, serão repassados insumos específicos pelo Ministério da Saúde para a campanha de combate à Covid”.

Inicialmente, a imunização será destinada a populações prioritárias definidas pelo Ministério da Saúde. A equipe técnica do Programa Estadual de Imunizações, da Divisão de Epidemiologia do Cevs (Centro Estadual de Vigilância em Saúde), está organizando e adequando a estrutura da rede de frio para armazenagem e distribuição das doses.

A partir da Ceadi (Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos), com sede em Porto Alegre, as vacinas serão entregues às Centrais de Frio das 18 Regionais de Saúde e em 308 câmaras de conservação de municípios com até 100 mil habitantes.

Para controle da temperatura interna das câmaras frigoríficas, a instalação recebeu sistema de hardware e software, que envia mensagem via celular e correio eletrônico em caso de variação da temperatura interna de acordo com limites programados, além de sistemas de alarmes sonoros que alertam para aumento de temperatura acima de 10°C.

Sistemas de informação e comunicação, além da capacitação profissional e educação permanente, estão previstos na planificação e organização da vacinação no Rio Grande do Sul.

Enquanto a vacina não vem…

Diante do aumento da curva de casos de coronavírus no Rio Grande do Sul, a SES está mobilizada na reativação e implementação de novos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Ainda neste mês, a rede passará a contar com mais 190 vagas distribuídas em hospitais das sete macroregiões gaúchas.

A secretária Arita Bergmann ressalta que, desde o início da pandemia, o Estado mais que dobrou (102%) a capacidade de leitos de UTI. Em março deste ano, a rede hospitalar gaúcha contava com 933 leitos de UTI Adulto. Desde então, este número foi ampliado com 951 novas vagas, chegando a 1.884 leitos na rede pública hospitalar. Com os novos leitos que devem entrar em funcionamento em dezembro, o aumento na capacidade instalada chega a 113%.

Para equipar os hospitais gaúchos, a SES comprou conjuntos de 230 respiradores e monitores por meio de pregão eletrônico, no valor de R$ 17 milhões. Do Ministério da Saúde foram recebidos 853 desses equipamentos. Também foi efetivada uma parceria com a GM e com o Instituto Cultural Floresta para o conserto de 161 aparelhos. Uma doação de 40 respiradores foi feita pelo projeto Todos pela Saúde.

Segundo a diretora do Daha (Departamento de Assistência Hospitalar e Ambulatorial), Lisiane Fagundes, a abertura de leitos é sempre uma ação conjunta da SES com as instituições hospitalares para que se consiga abranger a totalidade dos critérios necessários para o atendimento qualificado e adequado da população.

Devido ao aumento crescente de internações em UTIs, Lisiane faz um apelo à sociedade para adesão às medidas de prevenção ao contágio como forma de proteger os profissionais da saúde que atuam nos hospitais: “Estamos há cerca de 9 meses trabalhando sem descanso e os nossos profissionais da linha de frente têm dado o seu máximo. O maior compromisso da população com esses profissionais que estão há meses dedicando as suas vidas para salvar outras é ficar em casa, evitar aglomerações”.

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Quais são as marcas de antipulgas para cães no mercado?
Uma quadrilha assaltou agência bancária em Porto Alegre após invadir o local através de um buraco na parede
Pode te interessar