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Brasil O Instituto Butantan recomenda o uso de agulhas mais finas para evitar o desperdício de vacina

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Desde meados de fevereiro, nem a União Química, representante brasileira, e nem autoridades russas enviaram novos documentos para a Anvisa. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Instituto Butantan está recomendando que as prefeituras utilizem agulhas mais finas na aplicação de doses da CoronaVac, de acordo com a colunista Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo.

Foi aconselhado o uso de agulhas de 1 milímetro em vez das de 3 milímetros. O objetivo da mudança é evitar o desperdício do imunizante no momento da aplicação. Um frasco de 10 doses pode render até 12 caso uma agulha mais fina seja usada para a aplicação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última quarta-feira (27) que cada pessoa deve receber exatamente 0,5 ml do imunizante. Além disso, todas as doses devem ser utilizadas num prazo de até oito horas após a abertura do frasco multidose, mantido em condições assépticas e sob temperatura entre +2°C e +8°C.

Compra

O Ministério da Saúde confirmou nessa sexta-feira (29) que irá comprar 54 milhões de doses adicionais da vacina contra a covid-19 produzida pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A decisão ocorre depois de o governo de São Paulo dar um ultimato para que o governo federal se pronunciasse até a próxima sexta (5) sobre o assunto.

“Nós estamos exercendo a nossa opção de contratação das 54 milhões de doses adicionais da fundação Butantan, de forma a totalizar 100 milhões de doses para imunização da população brasileira, atendendo a uma orientação direta do nosso ministro de estado da Saúde, general Eduardo Pazuello”, disse o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco.

“Dessa forma, nós estamos solicitando o cronograma à fundação Butantan para podermos celebrar o contrato na semana que vem e também solicitando a antecipação do registo junto à Anvisa para iniciarmos a vacinação em massa da população brasileira”, acrescentou.

A decisão de comprar as doses adicionais foi informada mais cedo pelos governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Piauí, Wellignton Dias (PT), mas ainda não havia sido confirmada pelo governo federal. O tema das doses adicionais vinha sendo discutido intensamente não apenas em São Paulo, mas em todo o País, diante da escassez de vacinas para imunizar até mesmo todos os profissionais de saúde com duas doses.

Na quinta (28), Doria disse que havia determinado ao Butantan que priorizasse o fornecimento de vacina para Estados e municípios brasileiros caso o Ministério da Saúde confirmasse a compra. Até então, o contrato do instituto era para fornecer 46 milhões de doses até abril. Caso o contrato adicional seja realmente assinado, o número de doses passa a 100 milhões.

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