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Política O juiz Sérgio Moro decretou a prisão preventiva do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras

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Na noite dessa segunda-feira, Moro aceitou os argumentos do Ministério Público. (Foto: Reprodução)

O juiz federal Sérgio Moro decretou, nessa segunda-feira, a prisão preventiva do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, que é suspeito de receber 3 milhões de reais em propina da Odebrecht.

No pedido de prisão preventiva, que é a prisão por tempo indeterminado, os procuradores disseram que encontraram novos indícios contra Bendine e os irmãos André e Antônio Vieira da Silva, apontados como operadores do ex-presidente das estatais. Eles tinham sido presos temporariamente na semana passada.

O MPF (Ministério Público Federal) informou que os policiais apreenderam na casa de Bendine anotações que confirmariam relatos de dois delatores da Odebrecht: Marcelo Odebrecht e o ex-executivo Fernando Reis. Os delatores disseram que, quando era presidente do Banco do Brasil, Bendine se informava “ativamente” sobre a dívida que a Odebrecht tinha com o banco. Foi esta dívida que, segundo as investigações, baseou os primeiros pedidos de propina à Odebrecht.

Na casa de Bendine, a polícia encontrou ainda outros documentos que, segundo os procuradores, demonstram que Bendine buscava se inteirar de assuntos da OAS no Banco do Brasil. Seria um indício de que ele pode ter solicitado propina também da OAS.

Segundo o Ministério Público, as dezenas de ligações entre o publicitário André Gustavo e o doleiro Lúcio Funaro indicam que Gustavo usava os serviços de Funaro para lavar dinheiro de propina. Funaro é considerado o operador do ex-deputado Eduardo Cunha.

Os procuradores também afirmaram ter encontrado provas de que o irmão de André Gustavo, Antônio Vieira da Silva, usou recursos de origem criminosa para pagar hotéis para Aldemir Bendine e sua família entre 2015 e 2016 em Nova York.

Os procuradores dizem que Aldemir Bendine interferiu em uma investigação do Ministério Público de São Paulo, em 2014. Em uma anotação apreendida pela polícia, é possível ler: “encontro com motorista. Dissuadi-lo a não depor no MPF”.

A Lava Jato afirma que Bendine tentou se encontrar com um ex-motorista do Banco do Brasil em São Paulo, e recorreu à ajuda do ex-ministro Gilberto Carvalho como intermediário.

Na noite dessa segunda-feira, Moro aceitou os argumentos do Ministério Público. Ele decretou a prisão preventiva dos três investigados considerando que há risco deles atrapalharem as investigações e também risco de fuga.

O que dizem os citados

A defesa de Aldemir Bendine afirmou que a decretação da prisão preventiva é desnecessária, que ele apresentou documentos, prestou depoimentos, se colocou à disposição das autoridades e jamais tentou fugir ou obstruir a Justiça.

A defesa de André Gustavo Vieira da Silva e de Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior afirmou que o juiz decidiu de forma prematura e não considerou os argumentos dos advogados.

O ex-ministro Gilberto Carvalho negou ter atuado para evitar o depoimento do motorista ao Ministério Público Federal e disse que o ônus da prova é do acusador.

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