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Brasil O médium condenado por estupros, João de Deus, está internado em estado grave

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Ele foi atendido em um hospital de Anápolis (GO), onde passou por exames após sentir fortes dores no peito. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Condenado a mais de 60 anos de prisão por estupros e outros crimes, o médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, 79 anos, está internado no hospital Sírio Libanês de Brasília em estado grave. A informação foi divulgada pelo advogado do médium, Van Gualberto. João de Deus cumpre prisão domiciliar desde abril, em função da pandemia de coronavírus, por pertencer ao grupo de risco de contágio da doença.

Ele foi atendido em um hospital de Anápolis (GO), onde passou por exames após sentir fortes dores no peito e muita fadiga, informou o advogado de defesa Anderson Van Gualberto. Depois, viajou até Brasília em uma UTI móvel.

“O que se sabe é que esse mal súbito está relacionado a problemas cardíacos e problemas gástricos. João está atualmente com 79 anos e 5 meses. Além dos problemas cardíacos, está fazendo tratamento de remissão do câncer que redundou na retirada de 60% do estômago”, disse o advogado.

O médium foi condenado a mais de 60 anos de prisão por estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude e posse ilegal de armas de fogo, crimes que ele nega ter cometido. Até a manhã do sábado (24), nem o Ministério Público de Goiás nem o Tribunal de Justiça do estado haviam sido comunicados sobre a internação de João Teixeira, que usa tornozeleira eletrônica e, por determinação judicial, não pode deixar sua residência em Anápolis.

Condenação

O médium foi condenado a 40 anos de reclusão em regime fechado por ter estuprado cinco mulheres durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO). A sentença foi proferida pela juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, em processo que corre em segredo de Justiça. Segundo o tribunal, é a terceira condenação do acusado, cujas penas já somam 63 anos e quatro meses de prisão.

Para calcular a pena, a juíza considerou como atenuante a idade do réu, que está com 77 anos, mas o atenuante foi compensado pela aplicação do agravante de João de Deus ter cometido a violência sexual em razão do ofício, alicerçado na fé das vítimas. O médium está preso desde o dia 16 de dezembro de 2018 e ainda responde por outras nove acusações de crimes sexuais.

Em julho de 2019, João de Deus prestou depoimento pela primeira vez à Justiça sobre denúncias de abuso sexual e, segundo o advogado Alberto Torone, que atuava como representante do médium, ele negou as acusações e disse que nunca praticou abusos contra mulheres que frequentaram a casa.

A primeira condenação de João de Deus por estupro ocorreu logo após a prisão completar um ano, no dia 19 de dezembro. Na ocasião, o médium foi condenado a 19 anos e quatro meses de reclusão por quatro estupros. Ele já havia sido sentenciado a quatro anos por posse ilegal de arma de fogo e ainda deve ser julgado por corrupção e por falsidade ideológica.

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