Domingo, 03 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2018
Os analistas das instituições financeiras mantiveram novamente a estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano em 1,5%. A previsão está no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (06) pelo BC (Banco Central).
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no País. O mercado financeiro também não alterou a previsão de expansão da economia brasileira para 2019, 2020 e 2021, que continuou em 2,5% nos três próximos anos.
Inflação
Os economistas do mercado ouvidos pelo BC também não mudaram as suas estimativas de inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A previsão para este ano permaneceu em 4,11%. Com isso, segue abaixo da meta de inflação que a autoridade monetária precisa perseguir neste ano, que é de 4,5%, e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema. A meta terá sido cumprida pelo BC se o IPCA ficar entre 3% e 6% em 2018.
Para 2019, o mercado financeiro manteve a sua expectativa de inflação estável em 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
Taxa de juros
O mercado também manteve estável em 6,50% ao ano a sua previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) ao final de 2018 – atual patamar e piso histórico. Na semana passada, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manteve os juros estáveis. Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Desse modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.
Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do Boletim Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável também em R$ 3,70 por dólar.
A projeção do Boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2018 continuou em US$ 58 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit subiu de US$ 49,15 bilhões para US$ 49,30 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 67,5 bilhões para US$ 67 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas avançou de US$ 70 bilhões para US$ 72 bilhões.
Baixa renda
O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1), conhecido como a inflação para as famílias de baixa renda, variou 0,25% em julho, ficando 1,27 ponto percentual abaixo do registrado junho, quando o índice teve variação de 1,52%.
Com o resultado, o indicador acumula alta de 3,29% no ano e 3,53% nos últimos 12 meses. Os dados foram divulgados na sexta-feira (03) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Em julho, o IPC-BR, que mede a inflação para a população em geral, subiu 0,17%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,22%, nível acima do registrado pelo IPC-C1.
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