Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

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Geral O Ministério da Agricultura registra quatro casos de sementes clandestinas recebidas pelo correio

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O pacote não deve ser aberto nem descartado no lixo para evitar que as sementes atinjam o meio ambiente. (Foto: Divulgação/Seapdr)

O Ministério da Agricultura registrou quatro denúncias de pessoas que receberam sementes não identificadas sem que houvesse a encomenda do produto. As etiquetas que constam nas embalagens dizem que os produtos vieram da China, que nega o envio.

De acordo com o governo federal, o primeiro pacote misterioso foi relatado no Rio Grande do Sul, na primeira semana de setembro. Depois, moradores de Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul também denunciaram o recebimento das sementes. O governo não descarta novas denúncias porque, em outros países, houve uma situação parecida.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul informou nesta sexta-feira (18) que o relato oficial é de seis ocorrências do tipo no Estado.

O ministério afirma que ainda não foi possível apurar quais os riscos envolvidos nesses materiais, pois ainda estão em análise no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Goiânia.

É importante que a população saiba que a entrada de sementes no Brasil só pode ter como fornecedores países com os quais o MAPA (Ministério da Agricultura) já tenha estabelecido os requisitos fitossanitários. Esse material deve ser certificado pelas autoridades fitossanitárias do país exportador”, explica o governo, em nota.

O Ministério da Agricultura orienta que, aqueles que receberem pacotes de sementes de origem desconhecida, não as utilizem e que procurem a unidade do ministério no seu estado para entregar o pacote recebido.

Se for feita a importação de sementes de origem desconhecida, o país corre o risco de ter a introdução de novas pragas, que podem comprometer a produção de determinada cultura, provocando aumento da demanda de uso de agrotóxico para viabilizar a produção, redução da disponibilidade do produto ao consumidor e elevação dos preços.”

Em nota, a Embaixada da China no Brasil diz que segue a legislação internacional sobre o tema, em que é proibido o envio de sementes.

O país afirma também que enviou imagens dos pacotes recebidos para análise do China Post, o correio chinês, para analisar o ocorrido. “Após verificação com o China Post, essas etiquetas de endereço se revelaram falsas com layouts e informações errôneas.”

Rio Grande do Sul

As sementes não solicitadas do exterior são diversas e têm origem em diferentes países asiáticos. Das seis ocorrências relatadas no Rio Grande do Sul, a Secretaria da Agricultura efetuou três coletas nos municípios de Carazinho, Campinas do Sul e Rio Grande. Outras duas foram recebidas pelo Ministério da Agricultura, e uma terceira será entregue em uma inspetoria da Secretaria. O material será enviado para o laboratório oficial do Ministério, em Goiás.

A secretaria fez um alerta na última segunda-feira (15) sobre o assunto e avisou a população que, caso recebam pacotes de sementes não encomendados, entreguem o material à inspetoria de defesa agropecuária ou escritório de defesa agropecuária mais próximo do seu município. “O pacote não deve ser aberto ou descartado no lixo, nem o material ou as sementes devem ser cultivados ou descartados no solo sob nenhuma hipótese, a fim de evitar que estas sementes atinjam o meio ambiente e áreas agrícolas do Estado”, alertou Ricardo Felicetti, chefe da divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Secretaria da Agricultura do RS. As informações são do portal de notícias G1 e da Secretaria da Agricultura do RS.

 

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