Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 19 de junho de 2016
O Ministério da Defesa negocia com a Casa Civil e com a área econômica a criação de duas novas empresas públicas que ficarão sob a alçada do Comando da Aeronáutica. Uma é a Alada (Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil), voltada para projetos e novas tecnologias do setor, inclusive satélites e radares. A outra, ainda sem nome, irá operacionalizar parte das atividades de controle do espaço aéreo.
Um dos objetivos das novas empresas é criar condições legais para que os recursos obtidos com as tarifas aeroportuárias entrem diretamente nos cofres da Aeronáutica, sem passar antes pelo Tesouro Nacional. Segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a criação das duas empresas é “parte de um eixo muito mais amplo para trabalhar fontes alternativas e novos modelos de financiamento”. Ele lembra que é preciso criatividade para enfrentar dois fatores: o País vive uma grave crise fiscal e não há recursos para investimento, mas a Aeronáutica opera com alta tecnologia, tem uma dinâmica muito rápida e risco de obsoletismo.
O comandante da Aeronáutica, Nivaldo Rossato, disse que a criação das empresas integra o “Programa de Reestruturação Administrativa e Operacional da Aeronáutica”, que tem como horizonte 2041, quando a FAB (Força Aérea Brasileira) completará 100 anos.
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