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Saúde O Ministério da Saúde muda diretriz e orienta que os Estados não reservem doses da CoronaVac

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A medida atende a um pedido feito pela Frente Nacional de Prefeitos. (Foto: Reprodução/Niaid)

O Ministério da Saúde mudou novamente a orientação dada a secretarias de saúde para a utilização de doses da vacina CoronaVac. A indicação do sétimo informe técnico da pasta é de que todas as doses distribuídas do imunizante sejam aplicadas, sem necessidade de reserva da segunda dose para completar o esquema vacinal.

A pasta comunicou ainda que essa orientação será atualizada semanalmente.

A medida atende a um pedido feito pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que solicitou ao governo federal a mudança nas regras de armazenamento de segunda dose no programa de vacinação contra a covid-19. A medida busca ampliar a cobertura vacinal da população com a primeira dose.

A orientação vale somente para as remessas entregues na última terça e no sábado (etapas 8 e 9). As vacinas já enviadas anteriormente (etapas 5, 6 e 7) devem seguir o previsto, com a utilização das doses reservadas para efetuar a segunda aplicação afim de completar o previsto. Com a mudança, a pasta determina também a imunização de 100% dos povos ribeirinhos e 63% dos quilombolas.

“O MS disponibilizará, em tempo oportuno, essas doses”, afirma o documento técnico da pasta em referência às doses para segunda aplicação.

A avaliação interna é que, como a produção de vacinas do Instituto Butantan ganhou ritmo, há segurança para orientar a aplicação de imunizantes sem a necessidade de reserva da segunda dose.

“Ainda, considerada a ascensão dos casos e a importância de promover a aceleração da vacinação e a redução dos casos graves de covid-19, a pactuação triparte passa a ocorrer com periodicidade semanal (terça-feira), para a reavaliação continuada da estratégia de distribuição das vacinas do Butantan, em esquema de entrega consecutiva das D1 (dose 1) e posterior remessa das D2 (dose 2), complementando o esquema vacinal”, diz o informe do Ministério, que acrescenta:

“Esclarece-se que todas as reuniões semanais para pactuação ocorrerão com a participação do Butantan, objetivando a confirmação das entregas e a garantia da disponibilidade da D2 para complementação do esquema em período definido em bula (4 semanas entre doses).”

Doses do exterior

O Itamaraty afirmou que desde o dia 13 de março está em tratativas com o governo norte-americano para viabilizar a aquisição de vacinas excedentes dos Estados Unidos. O Brasil enfrenta dificuldades em acelerar a vacinação no país devido à disponibilidade de doses.

Neste domingo (21), o País deveria chegar ao quantitativo de 1.022.400 doses de vacinas produzidas pela AstraZeneca na Coreia do Sul por meio do consórcio Covax Facility. Todos os imunizantes oriundos do Covax já estão automaticamente autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já enviou uma carta à vice-presidente americana, Kamala Harris, solicitando o excedente de vacinas para o Brasil.

Segundo Pacheco, “esse compartilhamento de estoques, caso autorizado, daria impulso decisivo ao esforço de imunização dos 210 milhões de brasileiros”. Ele destacou o Brasil como o “atual epicentro” da pandemia da covid-19.

 

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