Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de maio de 2017
O Ministério do Meio Ambiente abriu uma licitação para contratar na iniciativa privada serviços de monitoramento por satélite e geoprocessamento equivalentes aos que são prestados hoje pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) na observação de queimadas e do desmatamento na Amazônia.
O edital foi publicado em 20 de abril, no dia seguinte à exoneração da então diretora do Departamento de Florestas e de Combate ao Desmatamento da pasta, Thelma Krug, uma das criadoras do Prodes, o sistema de monitoramento que calcula as taxas anuais de perdas florestais do Brasil desde 1988. O pregão será realizado nesta quimta-feira.
O objetivo é contar com de serviços especializados de suporte à infraestrutura de geoprocessamento e atividades de sensoriamento remoto para atendimento às demandas de monitoramento ambiental e geoprocessamento. Isso inclui o monitoramento do desmatamento nos vários biomas brasileiros e o cálculo das emissões de gases do efeito estufa derivadas desse desmate.
Segundo o pesquisador Gilberto Câmara, ex-diretor do Inpe e especialista em monitoramento ambiental, os serviços estipulados no edital contemplam praticamente tudo que já é feito pelo Inpe nessa área. “Inclusive com uma duplicação do Prodes”, disse.
O Inpe é um instituto de pesquisa vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
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