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Economia “O ministro Carlos Lupi anuncia uma coisa que poderia ser 100% boa e criou um clima de insatisfação nos bancos”, diz Lula sobre o empréstimo consignado no INSS

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Lula disse achar que era "mais uma armação" de Moro, seu opositor político. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que era preciso um acerto para que uma medida que envolvesse o Ministério da Fazenda e bancos públicos e privados para que fosse anunciada a redução do teto de juros cobrados em empréstimos consignados para aposentados.

“Era preciso ter feito um acerto para anunciar uma medida que envolvesse a Fazenda, os bancos públicos e privados. Aí o Lupi (ministro Carlos Lupi) vai e anuncia uma coisa que poderia ser 100% boa e criou um clima de insatisfação nos bancos”, disse o presidente em entrevista à TV 247.

Ele se referia ao anúncio do ministro da Previdência, Carlos Lupi, de redução das taxas de juros do empréstimo consignado, o que travou a liberação pelos bancos.

Lula também citou outro episódio, protagonizado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, que anunciou que o governo pretende lançar o um programa “Voa Brasil”, com passagens aéreas a R$ 200. “O Márcio França comunicou a questão das passagens numa reunião de infraestrutura. Disse para a gente acertar e anunciar como governo”, disse Lula.

O presidente ainda afirmou ter tido uma “surpresa muito agradável” dos ministros que foram governadores. “A capacidade deles de fazer tudo funcionar é muito grande”, disse, citando que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, é “minha Dilma de calças”. “Estou muito feliz com minha equipe. Ela vai ter um sucesso extraordinário”, contou.

Definição

Uma definição sobre o novo teto dos juros do crédito consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sairá até sexta-feira (24), disse nesta terça-feira (21) o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Sidney Oliveira.

Ele se reuniu com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Gabriel Galípolo, nesta tarde para discutir o assunto.

“O patamar fixado pelo Conselho [Nacional de Previdência Social] de 1,7% [ao mês] não atende a estrutura de custo dos bancos. Tanto não atende que os bancos públicos também interromperam a concessão de consignado, ou seja, Banco do Brasil e Caixa interromperam porque não consegue suportar com a taxa de 1,70%”, disse Sidney após o encontro.

O presidente da Febraban também declarou que as instituições financeiras estão dispostas a negociar e indicou que uma solução intermediária deverá ser encontrada. “Nós precisamos sair desse impasse. Há toda uma disposição da Febraban, do setor bancário para que nós possamos encontrar o patamar que possa de um lado atender a um anseio do governo e de outro lado permitir a viabilidade econômica de crédito consignado”, acrescentou.

Na segunda-feira (20) à noite, a Casa Civil da Presidência da República soltou nota em que afirmou que aguarda uma nova reunião entre representantes do governo e do sistema financeiro, prevista para ocorrer até o fim desta semana. “Existe possibilidade de elevação do teto de juros, mas é necessário aguardar o resultado dessa reunião. A expectativa é chegar a um acordo sobre a taxa”, informou o comunicado.

“Há previsão de que na próxima semana, o ministro da Previdência convoque uma nova reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS) para discutir o tema”, acrescentou a Casa Civil. As informações são do jornal Valor Econômico e da Agência Brasil.

 

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