Terça-feira, 29 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 23 de maio de 2020
O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu na reunião interministerial de 22 de abril que o governo leve 1 milhão de jovens aprendizes para os quartéis com um pagamento de R$ 300 por mês a cada um.
O vídeo da reunião foi tornado público na sexta-feira (22) por decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é relator do inquérito que investiga denúncias de que o presidente Jair Bolsonaro interferiu politicamente na Polícia Federal.
Em um momento da reunião, Guedes fala de medidas do governo para lidar com a crise do coronavírus.
Ele diz que, em três semanas e meia, o Brasil fez “o que o mundo fez” e afirma que o país não vai “perder o rumo”. Em seguida, apresenta a ideia dos jovens aprendizes nos quarteis.
“Nós sabemos para onde nós vamos voltar já, já, tá certo? E se o mundo for diferente, nós vamos ter capacidade de adaptação. Por exemplo: eu já tenho conversado com o ministro da Defesa, já conversamos algumas vezes. Quantos? Quantos? Duzentos mil, trezentos mil. Quantos jovens aprendizes nós podemos absorver nos quartéis brasileiros? Um milhão? Um milhão a 200 reais, que é o Bolsa Família, 300, para o cara”, disse o ministro.
Guedes ainda lista as atividades que o jovem poderá fazer. “Faz ginástica, canta o hino, bate continência. De tarde, aprende, aprende a ser um cidadão, pô! Aprende a ser um cidadão. Disciplina, usar o … usar o tempo construtivamente, pô!”.
O ministro da Economia propôs ainda que os jovens possam ser mão de obra em construções de estradas.
“É voluntário para fazer estrada, para fazer isso, fazer aquilo. Sabe quanto custa isso? É 200 reais por mês, 1 milhão de cá, 200 milhões, pô! Joga dez meses aí, 2 bi. Isso é nada!”, concluiu Guedes.
Celso de Mello autorizou o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática. Segundo Celso de Mello, a divulgação, na íntegra, se baseia no “direito à ampla defesa, o direito à prova e o direito à paridade de armas”.
Em sua decisão, o ministro diz que o regular exercício do Judiciário “não transgride o princípio da separação de poderes” e afirma que “é importante ter presente que o Judiciário, quando intervém para conter os excessos do poder e, também, quando atua no exercício da jurisdição penal ou como intérprete do ordenamento constitucional, exerce, de maneira plenamente legítima, as atribuições que lhe conferiu a própria Carta da República”. As informações são do portal de notícias G1.
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